Ao meu ver, a proposta do MEC para aumentar de 200 para 220 dias letivos de aula por ano não resolve de maneira nenhuma o problema do baixo desempenho dos alunos brasileiros. Na verdade, investir no Ensino Infantil me parece o melhor meio para que nossos alunos possam ter um bom desempenho escolar, por que quando isso não é feito, como é o caso na maior parte do Brasil, os alunos vão à escola, apenas atraídos pelo desejo de bater papo com os amigos, paquerar, fugir das tarefas de casa ou comer a merenda, que mesmo não sendo tão boa, é melhor do que o que muitos têm em casa.
Como não se investe para um ensino infantil de boa qualidade, muitos alunos chegam no ensino fundamental sem saber ler e escrever, e o pior, sem o menor interesse em aprender. Eles chegam nessa situação, não por causa dos professores, pois esses são obrigados a lecionar em locais inadequados, onde se viram nos trinta para alfabetizar crianças de cinco ou seis anos de idade, misturadas com outras de 10 ou 12 anos, ou então separadas numa mesma sala apenas por uma cortina ou um pano qualquer.
As aulas como são, são verdadeiros tormentos para os alunos, pois eles , quando ficam na sala de aula, não sentem estímulo nenhum para está ali todos os dias. Esse estímulo que falta aos alunos do ensino fundamental e do ensino médio de hoje, eles só teriam se tivessem tido um ensino infantil de boa qualidade, onde eles aprendessem que estudar é bom. Nós, professores do ensino fundamental e médio, não conseguimos dá aos alunos o estímulo que eles precisam ter e assim, enfrentar salas lotadas de alunos sem estímulo para aprender e ainda mal comportados, é um tormento também para nós, que nos estressamos, adoecemos e nos frustramos por não conseguirmos ser útil.
É essa a realidade da educação brasileira! E mesmo que tripliquem o nosso mísero e injusto salário, não conseguiremos trabalhar satisfeitos enquanto não trabalharmos para alunos motivados e interessados em aprender. No dia em que nossos alunos realmente vierem à sala de aula com a vontade de aprender, mesmo com a deficiência e as dificuldades que muitos professores têm, eles irão ter uma boa aprendizagem.
sábado, 8 de outubro de 2011
Horário de verão começa na semana que vem
Neste ano, o horário de verão vai começar no dia 16 de outubro - próximo domingo - e valerá para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além da Bahia, que em 2011 voltará a ter a mudança após oito anos e será o único Estado do Nordeste incluído.
Nestes locais, os relógios deverão ser adiantados em uma hora. O objetivo da medida é economizar energia.
A mudança de horário ocorre sempre no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.
Fonte:clicrn.com.br
Nestes locais, os relógios deverão ser adiantados em uma hora. O objetivo da medida é economizar energia.
A mudança de horário ocorre sempre no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.
Fonte:clicrn.com.br
Justiça proíbe Caixa de negar crédito para quem está com nome sujo há mais de 5 anos
Clientes que deixaram de pagar empréstimos há mais de cinco anos não podem ter o crédito restringido pela Caixa Econômica Federal.
Por unanimidade, a TRF-5 (Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região) determinou que qualquer informação negativa de correntistas inseridas em cadastro ou banco de dados interno antes desse prazo não pode ser usada na concessão de empréstimos e financiamentos.
Caso o cliente tenha o crédito rejeitado, o banco também terá de apresentar uma justificativa.
A decisão é válida para todo o país e tem como base o Código de Defesa do Consumidor.
A legislação, de acordo com o tribunal, estabelece que os cadastros de consumidores não podem conter informações negativas de mais de cinco anos e garante acesso a esses dados pelos clientes.
O Ministério Público Federal, autor da ação, alega que essa norma tem como objetivo impedir que o consumidor seja eternamente punido por fatos antigos, o que configura pena de caráter perpétuo, proibida pela Constituição Federal.
Entenda o caso
O processo teve origem na 8ª Vara da Justiça Federal no Ceará, que condenou o banco em primeira instância.
A Caixa recorreu no TRF-5, onde também perdeu a ação, mas decidiu contestar novamente a sentença por meio de embargos de declaração.
Para o TRF-5, a decisão não prejudica os riscos de negócio da Caixa, porque a instituição pode continuar a avaliar o perfil, a renda e o endividamento do cliente, desde que não sejam considerados dados de mais de cinco anos.
Procurado pela Agência Brasil, o banco não informou se foi notificado nem se recorrerá da decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Fonte:Agência Brasil
Por unanimidade, a TRF-5 (Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região) determinou que qualquer informação negativa de correntistas inseridas em cadastro ou banco de dados interno antes desse prazo não pode ser usada na concessão de empréstimos e financiamentos.
Caso o cliente tenha o crédito rejeitado, o banco também terá de apresentar uma justificativa.
A decisão é válida para todo o país e tem como base o Código de Defesa do Consumidor.
A legislação, de acordo com o tribunal, estabelece que os cadastros de consumidores não podem conter informações negativas de mais de cinco anos e garante acesso a esses dados pelos clientes.
O Ministério Público Federal, autor da ação, alega que essa norma tem como objetivo impedir que o consumidor seja eternamente punido por fatos antigos, o que configura pena de caráter perpétuo, proibida pela Constituição Federal.
Entenda o caso
O processo teve origem na 8ª Vara da Justiça Federal no Ceará, que condenou o banco em primeira instância.
A Caixa recorreu no TRF-5, onde também perdeu a ação, mas decidiu contestar novamente a sentença por meio de embargos de declaração.
Para o TRF-5, a decisão não prejudica os riscos de negócio da Caixa, porque a instituição pode continuar a avaliar o perfil, a renda e o endividamento do cliente, desde que não sejam considerados dados de mais de cinco anos.
Procurado pela Agência Brasil, o banco não informou se foi notificado nem se recorrerá da decisão no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Fonte:Agência Brasil
MEC quer ampliar jornada escolar para 220 dias letivos
O baixo desempenho dos estudantes brasileiros nos índices educacionais, nacional e internacional, pode ser resultado do pouco tempo que eles passam em sala de aula. O Ministério da Educação (MEC) realizou um levantamento e observou que as crianças e adolescentes do país, num comparativo com os alunos de outros países do mundo, passam pouco tempo em sala de aula. Devido a esta realidade, o MEC estuda a possibilidade de aumentar o número de dias letivos das escolas brasileiras, passando de 200 para 220, ou de ampliar o total de horas de aulas por dia.
Mas o que fazer quando as escolas dos nossos filhos só oferecem um turno escolar? A reposta é simples: buscar as atividades extracurriculares pedagógicas. Elas são capazes de estimular o desenvolvimento intelectual dos seus filhos e torná-los crianças mais curiosas. Isso porque, quanto mais tempo em contato com as disciplinas, maior a absorção do conteúdo e melhores serão os resultados de aprendizado hoje e no futuro.
Levantamento realizado pela Sociedade para Pesquisa do Desenvolvimento da Criança, nos Estados Unidos, revelou que 40% das crianças e adolescentes, com idade entre cinco e 18 anos, não realizavam nenhuma atividade fora do âmbito escolar. Do total, apenas cerca de 6% gastavam 20 horas por semana em cursos e aulas antes ou depois do horário escolar. Estes foram os que apresentaram melhor preparo educacional e psicológico.
Com a proposta de oferecer esse estimulo, será inaugurada em outubro, na capital potiguar, a franquia internacional do método FasTracKids, que tem se tornado referência mundial quando o assunto é desenvolvimento cognitivo em crianças. "Trabalhamos tanto os conceitos intelectuais, como também de desenvolvimento social entre as crianças. Tratamos em sala assuntos relevantes para o dia a dia das crianças, como criatividade, oratória, teatro, artes, e comunicação. Abordamos também temas como biologia, economia, astronomia, planeta terra, matemática e literatura. Para facilitar o aprendizado, realizamos sempre experimentos científicos em sala", contou a diretora Karina Cavalcante, que já realiza na sede de Natal aulas para a turma denominada "Pioneiros".
O FasTracKids foi desenvolvido nos Estados Unidos e hoje já está presente nas principais cidades do mundo. Os programas criados por ele são direcionados para crianças com idade entre dois e oitos anos, período no qual os neurônios estão se conectando. Aos oito anos de idade, 80% da capacidade de aprendizado do cérebro já está conectada. Por isso, o investimento no desenvolvimento intelectual deve ser intensificado nesta fase da vida.
"A hereditariedade determina entre 30% e 60% das conexões neurais, enquanto que o ambiente em que a criança convive determina entre 40% e 70% das conexões neurais. Muitos pais acreditam que o correto é investir na educação quando os filhos já são grandes, mas o certo é estimular desde cedo o potencial da criança. Se hoje a criança aprende mais, ela será lá na frente um estudante ainda mais preparado. O que é investido hoje durante esta fase do desenvolvimento infantil, se torna fruto no futuro.", contou Karina.
Educação recupera escolas em Caicó
A Secretaria Estadual da Educação está concluindo a reforma e ampliação de três escolas da rede em Caicó, por meio do Programa Brasil Profissionalizado. O custo das obras soma mais de três milhões de reais. Outras duas escolas passaram por melhorias realizadas com recursos próprios e por meio de parcerias. As Escolas Estaduais Centro Educacional José Augusto (Ceja), Calpúrnia Caldas de Amorim e o Centro Educacional de Jovens e Adultos Sen. Guerra foram reformadas e ampliadas. O projeto faz parte do Plano Estadual de Educação, que pretende melhorar a qualidade da educação com foco na sala de aula e no aluno.
Além da reforma e ampliação, as unidades foram adaptadas aos cursos de educação profissionalizante. O Plano também prevê a implantação da modalidade, ensino profissional, em dez centros que estão em construção, e em mais de 50 escolas da rede estadual nas diversas regiões do Estado.
O Ceja tem mais de 900 alunos matriculados no ensino fundamental e médio. Há vinte anos, o prédio não passava por uma reforma geral. O valor da obra foi de um milhão e seiscentos mil reais. De acordo com o diretor da escola, Roberto Sérgio Fernandes, a unidade já perdeu muitos alunos, ao longo dos anos, por não oferecer uma boa estrutura física. O Centro Educacional Sen. Guerra também se encontrava em péssimas condições: fiação exposta, quadros de giz danificados, banheiros sem condições de uso, paredes com infiltrações, salas de aula sem conforto, entre outros problemas. A escola foi totalmente recuperada em uma obra que custou mais de 458 mil reais e também incluiu a construção do saneamento, ligado a rede da cidade, que não havia no prédio.
Fonte:tribunadonorte.com.br
Mas o que fazer quando as escolas dos nossos filhos só oferecem um turno escolar? A reposta é simples: buscar as atividades extracurriculares pedagógicas. Elas são capazes de estimular o desenvolvimento intelectual dos seus filhos e torná-los crianças mais curiosas. Isso porque, quanto mais tempo em contato com as disciplinas, maior a absorção do conteúdo e melhores serão os resultados de aprendizado hoje e no futuro.
Levantamento realizado pela Sociedade para Pesquisa do Desenvolvimento da Criança, nos Estados Unidos, revelou que 40% das crianças e adolescentes, com idade entre cinco e 18 anos, não realizavam nenhuma atividade fora do âmbito escolar. Do total, apenas cerca de 6% gastavam 20 horas por semana em cursos e aulas antes ou depois do horário escolar. Estes foram os que apresentaram melhor preparo educacional e psicológico.
Com a proposta de oferecer esse estimulo, será inaugurada em outubro, na capital potiguar, a franquia internacional do método FasTracKids, que tem se tornado referência mundial quando o assunto é desenvolvimento cognitivo em crianças. "Trabalhamos tanto os conceitos intelectuais, como também de desenvolvimento social entre as crianças. Tratamos em sala assuntos relevantes para o dia a dia das crianças, como criatividade, oratória, teatro, artes, e comunicação. Abordamos também temas como biologia, economia, astronomia, planeta terra, matemática e literatura. Para facilitar o aprendizado, realizamos sempre experimentos científicos em sala", contou a diretora Karina Cavalcante, que já realiza na sede de Natal aulas para a turma denominada "Pioneiros".
O FasTracKids foi desenvolvido nos Estados Unidos e hoje já está presente nas principais cidades do mundo. Os programas criados por ele são direcionados para crianças com idade entre dois e oitos anos, período no qual os neurônios estão se conectando. Aos oito anos de idade, 80% da capacidade de aprendizado do cérebro já está conectada. Por isso, o investimento no desenvolvimento intelectual deve ser intensificado nesta fase da vida.
"A hereditariedade determina entre 30% e 60% das conexões neurais, enquanto que o ambiente em que a criança convive determina entre 40% e 70% das conexões neurais. Muitos pais acreditam que o correto é investir na educação quando os filhos já são grandes, mas o certo é estimular desde cedo o potencial da criança. Se hoje a criança aprende mais, ela será lá na frente um estudante ainda mais preparado. O que é investido hoje durante esta fase do desenvolvimento infantil, se torna fruto no futuro.", contou Karina.
Educação recupera escolas em Caicó
A Secretaria Estadual da Educação está concluindo a reforma e ampliação de três escolas da rede em Caicó, por meio do Programa Brasil Profissionalizado. O custo das obras soma mais de três milhões de reais. Outras duas escolas passaram por melhorias realizadas com recursos próprios e por meio de parcerias. As Escolas Estaduais Centro Educacional José Augusto (Ceja), Calpúrnia Caldas de Amorim e o Centro Educacional de Jovens e Adultos Sen. Guerra foram reformadas e ampliadas. O projeto faz parte do Plano Estadual de Educação, que pretende melhorar a qualidade da educação com foco na sala de aula e no aluno.
Além da reforma e ampliação, as unidades foram adaptadas aos cursos de educação profissionalizante. O Plano também prevê a implantação da modalidade, ensino profissional, em dez centros que estão em construção, e em mais de 50 escolas da rede estadual nas diversas regiões do Estado.
O Ceja tem mais de 900 alunos matriculados no ensino fundamental e médio. Há vinte anos, o prédio não passava por uma reforma geral. O valor da obra foi de um milhão e seiscentos mil reais. De acordo com o diretor da escola, Roberto Sérgio Fernandes, a unidade já perdeu muitos alunos, ao longo dos anos, por não oferecer uma boa estrutura física. O Centro Educacional Sen. Guerra também se encontrava em péssimas condições: fiação exposta, quadros de giz danificados, banheiros sem condições de uso, paredes com infiltrações, salas de aula sem conforto, entre outros problemas. A escola foi totalmente recuperada em uma obra que custou mais de 458 mil reais e também incluiu a construção do saneamento, ligado a rede da cidade, que não havia no prédio.
Fonte:tribunadonorte.com.br
Conciliação fracassa e greve deve ir a dissídio
Brasília (AE) - Terminou sem acordo a última tentativa de conciliação perante o Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar por fim à greve dos funcionários dos Correios, que já dura 24 dias. Assim, o movimento grevista deve continuar pelo menos até a próxima terça-feira, quando será julgado o dissídio coletivo da categoria. A única alternativa de o dissídio não ir ao julgamento é se a maioria das assembleias dos 35 sindicatos aprovarem a proposta apresenta pelo presidente do TST, João Orestes Dalazen, de concessão de abono de R$ 800 imediatamente para os trabalhadores e aumento real de R$ 60 a partir de janeiro.
A compensação dos dias parados, da forma proposta pelo presidente do TST, ocorrerá da seguinte forma: devolução até terça-feira do valor referente aos seis dias descontados da folha de pagamento de setembro. O desconto será realizado a partir de janeiro de 2012, na proporção de meio dia por mês. Os outros dias parados - 18 até ontem - serão compensados nos fins de semana, até maio de 2012. Caso contrário, o julgamento ocorrerá às 16h do dia 11. O relator designado para o processo é o ministro Maurício Godinho Delgado.
Durante a audiência, o presidente do TST fez um apelo às partes e sobretudo aos trabalhadores para que fosse obtido um acordo. Dalazen ressaltou aos grevistas que, no dissídio, provavelmente todos os dias de paralisação seriam descontados de seus salários "Provavelmente, todos os dias serão descontados, inclusive sem parcelamento", avisou.
Segundo Dalazen, a única situação em que não ocorre desconto dos dias parados, conforme a jurisprudência do TST, é se a greve ocorrer por atraso no pagamento dos salários dos funcionários. "É preciso ter consciência disso. Daí a conveniência de fazer um acordo", ressaltou.
Fonte:tribunadonorte.com.br
A compensação dos dias parados, da forma proposta pelo presidente do TST, ocorrerá da seguinte forma: devolução até terça-feira do valor referente aos seis dias descontados da folha de pagamento de setembro. O desconto será realizado a partir de janeiro de 2012, na proporção de meio dia por mês. Os outros dias parados - 18 até ontem - serão compensados nos fins de semana, até maio de 2012. Caso contrário, o julgamento ocorrerá às 16h do dia 11. O relator designado para o processo é o ministro Maurício Godinho Delgado.
Durante a audiência, o presidente do TST fez um apelo às partes e sobretudo aos trabalhadores para que fosse obtido um acordo. Dalazen ressaltou aos grevistas que, no dissídio, provavelmente todos os dias de paralisação seriam descontados de seus salários "Provavelmente, todos os dias serão descontados, inclusive sem parcelamento", avisou.
Segundo Dalazen, a única situação em que não ocorre desconto dos dias parados, conforme a jurisprudência do TST, é se a greve ocorrer por atraso no pagamento dos salários dos funcionários. "É preciso ter consciência disso. Daí a conveniência de fazer um acordo", ressaltou.
Fonte:tribunadonorte.com.br
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Grevistas tentam negociação hoje
Ontem, diversas categorias se reuniram em frente à Governadoria após passeata que percorreu importantes vias da cidade Foto:Fábio Cortez/DN/D.A PressGoverno e servidores se reúnem para a primeira rodada de negociações desde a retomada da onda de greves
Sérgio Henrique Santos // sergiohenrique.rn@dabr.com.br
Os funcionários da administração direta e indireta que estão em greve desde terça-feira, 4, vão tentar convencer o Governo do Estado a rever o reajuste salarial acordado com as categorias em julho desse ano. Hoje, às 10h, na Governadoria, haverá uma audiência entre governo e grevistas. Trata-se da primeira rodada de negociações desde a retomada do movimento que ficou conhecido como Rio Greve do Norte, quando 16 mil servidores públicos estaduais cruzaram os braços. A greve havia sido abortada em julho após acordo firmado (e documentado em ofício) pelo secretário do Gabinete Civil, Paulo de Tarso Fernandes.
Agora, o movimento é parcial. Ainda assim, atinge sete categorias: técnicos-administrativos da Secretaria de Educação (Seec) e servidores da Fundação José Augusto (FJA), Empresa de Assistência Técnica e Pesquisa Agropecuária (Emparn), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (Idiarn), Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e os funcionários do DER, que paralisam no dia 10. Além disso, o movimento pode crescer e atingir servidores insatisfeitos de outras secretarias da Administração Direta, como a de Tributação (SET), Trabalho e Assistência Social (Sethas), Agricultura e Pesca (Sape), Planejamento (Seplan), Desenvolvimento Econômico (Sedec), além dos agentes penitenciários da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc). Estes últimos já sinalizaram aderir à greve no próximo sábado, dia 8.
Participam da audiência de hoje os sindicatos que representam as categorias, Sinte (Educação), Sinai (Administração Indireta) e Sintarn (Tributação), e os secretários Anselmo Carvalho (Administração) e Paulo de Tarso (Casa Civil). Os grevistas também querem a participação de Obery Rodrigues (Planejamento). "Em dez meses de governo, Rosalba Ciarlini nunca sentou com seus servidores. O ideal seria também a presença da própria governadora", sugeriu, ao microfone, um dos 100 manifestantes que, ontem pela manhã, fizeram uma mobilização com partida da sede do Departamento de Estradas de Rodagens, na Av. Salgado Filho, e seguiram em caminhada até a Governadoria, no Centro Administrativo. O trânsito ficou congestionado na BR-101. Em frente à sede do Executivo Estadual, a Polícia Militar isolou a rampa de acesso como precaução.
Dois lados
O governo alega que ainda não tem condições de atender às reivindicações dos grevistas porque o Estado ainda se encontra no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ficando impedido de fazer gastos com a folha de pessoal. Reconhece o secretário de Administração e Recursos Humanos, Anselmo de Carvalho: "Não podemos superar o impedimento legal em que estamos. Além disso, há o problema financeiro. O Estado não tem como realizar o pagamento das parcelas que deveriam ter começado em setembro, conforme estava no documento entregue aos servidores em julho". Segundo ele, os próprios planos de cargos dos servidores preveem a interrupção do pagamento caso o limite prudencialde gastos com servidores previsto na LRF tivesse de ser ultrapassado.
Com a posição do governo, permanece o impasse. Santino Arruda, presidente do Sinai, contrapõe que o Governo não cumpre o que foi acordado com os servidores. "Descumpriram o acordo que eles próprios fizeram, trazendo prejuízos para a sociedade. Não vamos abdicar de receber esses planos. A greve se mantém e vamos tentar, na audiência que vamos realizar amanhã (hoje), que o governo cumpra o acordo. Essa é a nossa intenção, chegar a um consenso", declarou.
A secretária-geral do Sinte-RN, Janeayre Souto, destaca os motivos que fizeram com que o funcionalismo público estadual volte a paralisar suas atividades por tempo indeterminado. "Eles apresentaram uma proposta de implementar os planos de cargos, carreiras e salários. Eles procuraram os servidores e prometeram nos pagar em quatro parcelas iguais. Isso não foi cumprido. Por esse motivo, dizemos que é responsabilidade da governadora trazer o Rio Greve do Norte de volta".
Fonte:diariodenatal.com.br
Senador propõe chicotadas para preso que não trabalhar

Rosa Costa prova de novo, mais uma vez, que o Congresso Nacional brasileiro não é sério.
Leiam a reportagem que ela escreveu hoje no jornal O Estado de S.Paulo:
O senador Reditario Cassol (PP-RO) defendeu nesta quinta-feira, 6, da tribuna do Senado, o fim do auxílio-reclusão para os condenados que estiverem cumprindo pena e a adoção da pena de chicotadas contra os presos que se recusarem a trabalhar nos presídios. Ele alega que "pilantras, vagabundos e sem-vergonha" recebem um tratamento melhor do que os trabalhadores brasileiros.
"Nós temos de fazer o nosso trabalho, ilustre presidente e nobres senadores, modificar um pouco a lei aqui no nosso Brasil, que venha favorecer, sim, as famílias honestas, as famílias que trabalham, que lutam, que pagam impostos para manter o Brasil de pé", defendeu. "E não criar facilidade para pilantra, vagabundo, sem-vergonha, que devia estar atrás da grade de noite e de dia trabalhar, e quando não trabalhasse de acordo, o chicote voltar, que nem antigamente", defendeu.
Suplente de seu filho, o ex-governador de Rondônia Ivo Cassol, que está licenciado, Reditario questionou o "desamparo" dos parentes das vítimas, enquanto o governo - segundo ele - gastar por ano "mais de R$ 200 milhões do Orçamento para sustentar a família dos presos que cometera crime hediondo, crime bárbaro".
"O vagabundo, sem-vergonha, que está preso recebe uma bolsa de R$ 802,60 para seu sustento. Mesmo que seja auxílio temporário, a prisão não é colônia de férias", protestou. No seu entender, a pessoa condenada por crime grave deve sustentar os dependentes com o trabalho nas cadeias. Ele comparou a situação aos trabalhadores desempregados que, "além de tudo isso, muitas vezes é assaltado, tem a casa roubada e precisa viver recluso atrás das grades de sua própria casa".
Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), disse que compreendia a "indignação" do colega, mas que, em nenhuma hipótese, aprovaria a utilização do chicote, "porque seria uma volta da Idade Média".
Fonte:nominuto.com
Greve dos bancários já dura dez dias e com de 8,7 mil agências fechadas

O comando nacional dos bancários voltou a cobrar resposta sobre a carta enviada na última terça-feira (4) à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Por Wellton Máximo, Agência Brasil
Brasília – A greve dos bancários chegou ao décimo dia com 8.758 agências fechadas em todo o país. Segundo balanço divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), de quarta-feira (5) para esta quinta-feira (6), 202 unidades aderiram à paralisação.
O comando nacional dos bancários voltou a cobrar resposta sobre a carta enviada na última terça-feira (4) à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A entidade informou estar disposta a retomar o diálogo com as instituições financeiras e repudiou o silêncio dos bancos, que não apresentaram novas propostas desde o início da paralisação, em 27 de setembro. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é o braço da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) dedicado a negociações trabalhistas.
Em greve por tempo indeterminado, os bancários reivindicam reajuste de 12,8% nos salários, o que representa 5% de aumento acima da inflação. A categoria também pede aumento nas contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes e fim de metas abusivas impostas pelos bancos. A Fenaban ofereceu reajuste de 8%, 0,56% superior à inflação, e participação nos lucros e resultados.
Por meio da assessoria de imprensa, a Fenaban informou que está disposta ao diálogo. A entidade, no entanto, declarou que só retomará as negociações se houver garantias de que as contrapropostas não serão rejeitadas sem análise pelos sindicatos.
Fonte:nominuto.com
TST determina volta ao trabalho de 40% dos funcionários dos Correios

Se a decisão não for cumprida, a entidade terá que pagar multa diária de R$ 50 mil.
Por Sabrina Craide, Agência Brasil
Brasília - O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Oreste Dalazen, determinou nesta quinta-feira (6) que a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), mantenha em atividade um contingente mínimo de 40% dos empregados em cada uma das unidades operacionais dos Correios, para atendimento dos serviços inadiáveis da comunidade. Se a decisão não for cumprida, a entidade terá que pagar multa diária de R$ 50 mil.
Na mesma decisão, Dalazen também determinou que a audiência no TST entre a direção dos Correios e representantes dos trabalhadores da empresa, marcada para a próxima segunda-feira (10), seja antecipada para amanhã (7), às 14h. Na reunião, as duas partes vão tentar mais uma vez chegar a um acordo para evitar que o dissídio coletivo da categoria seja julgado pela tribunal.
Na última terça-feira (4), a empresa e os trabalhadores participaram de uma audiência de conciliação no TST e chegaram a um acordo sobre os principais pontos da greve, que já dura 23 dias. Mas os 35 sindicatos da categoria não aceitaram os pontos acordados, mantendo a paralisação.
Fonte:nominuto.com
Corte no orçamento atinge Segurança e Educação
Margareth Grilo - Repórter Especial
O estudo do Orçamento Geral do Estado [OGE] para o exercício 2012, elaborado pelo mandato do deputado estadual Fernando Mineiro (PT) e que aponta cortes drásticos em diversas pastas foi apresentado na sessão plenária de ontem da Assembleia Legislativa. Além dos ajustes nas pastas de Recursos Hídricos (70,4%) e Infraestrutura (63,6%), o deputado destacou o corte em secretarias importantes e estratégicas, como Segurança Pública e Defesa Social; Educação e Saúde.
No caso da Segurança, o corte foi 22,4%, com redução de R$ 67,6 milhões. O orçamento previsto para a pasta é de 234,9 milhões, contra os R$ 302,6 projetados para 2011. Já para a Secretaria de Educação, o planejamento em análise na AL prevê um orçamento 7,3% menor, com queda de R$ 96,2 milhões, no valor global. A queda nas três pastas é superior a R$ 181 milhões.
Em 2011, o OGE destina para a Educação R$ 1,326 bilhão. A projeção para o exercício de 2012 é de R$ 1,230 bilhão. Entre todas as secretarias, a da Saúde foi a que teve o menor corte, de apenas 1,3%. A pasta perdeu, em relação ao OGE 2011, cerca de R$ 17,5 milhões. O deputado petista também citou outros cortes preocupantes, como na Polícia Militar, cujo orçamento encurtou em 11,9%, o que representa R$ 47,2 milhões a menos. Outra instituição da área da Segurança que perde recursos é o Corpo de Bombeiros. Pela proposta de orçamento para 2012, o órgão perde mais de R$ 30,4 milhões, numa redução de 9%. Já na Defensoria Pública do Estado, o corte chegou a 9,6%, retirando do órgão cerca de 1,3 milhão.
Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, logo após a sessão plenária de ontem, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta [PMN] informou que o projeto de lei do OGE 2012 já está na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF), presidida pelo deputado José Dias (PMDB). "Nos próximos dias, o deputado vai designar o relator do PL que será o deputado Raimundo Fernandes [PMN]", adiantou Motta.
A partir daí, cópias do OGE 2012 serão encaminhadas aos gabinetes e os deputados poderão fazer as sugestões e eventuais modificações, com emendas ao orçamento. As principais discussões do OGE se dão no âmbito da CFF, que analisa tecnicamente a proposta orçamentária, com ajuda de especialistas em Orçamento.
No plenário, os deputados farão a análise política em dois momentos, na discussão do projeto e no voto. A Assembleia Legislativa tem até 15 de dezembro deste ano [data do início do recesso legislativo] para apreciar e votar o OGE 2012. Caso, a votação não ocorra até esta data, a presidência da AL pode adiar o início do recesso.
Deputado quer identificar ações prejudicadas
O deputado estadual Fernando Mineiro [PT] afirmou ontem, em plenário, que vai aprofundar a análise sobre a proposta orçamentária para o exercício de 2012. Ele quer saber mais detalhes sobre as ações e programas que serão prejudicados. Fernando Mineiro manifestou indignação. "Se existe uma briga entre o DEM e o PSD, a sociedade não pode pagar por essa disputa. Essa discussão é central para a sociedade. É preciso trabalhar de outra maneira", destacou na Assembleia.
O deputado lembrou que cabe aos deputados interferir, apresentando emendas que possam impedir prejuízos às secretarias e órgãos públicos estaduais atingidos por cortes. "Nos causa uma forte indignação, saber que no OGE 2012, que está nessa casa, tem um aumento de 120% para a Propaganda do governo e uma queda de 22,4% na Segurança".
"Isso já diz qual a lógica que o governo está implementando no Rio Grande do Norte", acentuou o deputado petista. Para a deputada estadual Márcia Maia [PSB] é importante promover debates. "Não adianta cobrar políticas públicas se não há orçamento. É lamentável que o governo tenha encaminhado um orçamento, reduzindo recursos de áreas sociais importantes. Isso causa tristeza e bastante preocupação", disse a deputada do PSB.
Ela afirma que a AL deve imprimir uma discussão, com profundidade, sobre a proposta orçamentária para 2012.
Secretários negam risco de prejuízos
Os titulares das secretarias de Segurança Pública e Defesa Social, e a de Educação garantiram à reportagem da TRIBUNA DO NORTE que as pastas não chegarão efetivamente a perder recursos, com a queda orçamentária projetada pelo OGE 2012, e que não haverá prejuízos às metas e ações. O secretário de de Segurança Pública e Defesa Social, Aldair da Rocha, afirmou que vai "otimizar recursos".
"Em princípio, essa redução não compromete o que pretendemos fazer na Segurança. Estamos nos programando com o que prevê o Orçamento e otimizaremos os recursos, para que o serviço prestado à população seja de qualidade", afirmou Rocha. Ele endossou as explicações do secretário de Planejamento e Finanças, Obery Rodrigues, de que o projeto de orçamento para 2012 está mais realista.
Na mesma linha de explicações, a coordenadora da Assessoria Técnica e de Planejamento da Secretaria de Estadual de Educação e Cultura, Elizabete Barbosa de Lima, apresentou dados que mostram o motivo da redução na pasta. A SEEC trabalha com duas unidades orçamentárias, sendo que a redução ocorreu em apenas uma delas - a de gestão de convênios, programas e salário-educação.
A unidade principal - que gerencia os recursos do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] não foi alvo de corte. "Pelo contrário. Essa unidade teve um aumento de de R$ 888 milhões [2011] para R$ 991.386 milhões [2012]", informou.
Nessa unidade, os recursos cobrem além da folha de pagamento, os investimentos e manutenção da Secretaria. Na Unidade que gerencia convênios e programas, explicou Elizabete, a redução se deu em três programas: o Plano de Ações Articuladas [PAR], o Programa Dinheiro Direto na Escola [PDDE] e o Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio [PEFEM]. Isso, segundo a coordenadora, não significa recursos a menos.
No caso do PAR, o Estado projetou um valor menor para 2012, porque ainda não sabe quanto vai poder negociar com o governo federal. No caso do PDDE, havia uma resolução do Ministério da Educação para que a verba do programa fosse consignada no Orçamento dos estados, mesmo que sendo a maior parte liberada diretamente para as escolas. Em 2011, o governo federal baixou resolução orientando os estados a só consignar, no Orçamento, os recursos repassados direto para a SEEC manter as escolas que ainda não possuem a Unidade Executora. O valor consignado no OGE caiu de R$ 11 milhões para R$ 34 mil. No caso do PEFEM, o governo tomou conhecimento de que não haveria liberação para 2012 dos recursos desse programa, que somavam perto de R$ 42 milhões.
Presidente da AL lembra chance de modificações
O presidente da Assembleia Legislativa Ricardo Motta [PMN] descartou conotação política nos ajustes feitos pelo governo Rosalba Ciarlini na proposta do Orçamento Geral do Estado [OGE] para o exercício 2012. "O governo tem dados técnicos para colocar recursos a mais ou a menos, nas secretarias. Isso não tem nada a ver com problema político".
A declaração foi dada em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, logo após a sessão plenária de ontem. Motta também afirmou que o Legislativo pode elaborar e aprovar emendas ao OGE 2012 para corrigir possíveis distorções. "Se o governo encaminhou com reduções tem seus motivos. Mas os deputados estão aqui para, tecnicamente, vê o que pode ser feito para corrigir eventuais distorções", afirmou.
Como a TRIBUNA DO NORTE mostrou na edição de ontem, 06, o OGE 2012 traz cortes drásticos em pastas sob o comando do vice-governador, Robinson Faria. Na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos o corte foi de R$ 479,2 milhões (70,4% a menos); no Instituto de Gestão de Águas [Igarn], de 56% e na vice-governadoria, de 18,7%.
O deputado estadual Getúlio Rego [DEM], líder do governo na AL, disse que não discute o mérito dos ajustes feitos pelo governo. "Os parlamentares terão o direito de fazer a análise técnica e política no momento oportuno. Cada governo tem suas prioridades. É ele quem projeta metas e estabelece projetos e programas, de acordo com o foco do governo e suas áreas prioritárias".
Fontetribunadonorte.com.br
O estudo do Orçamento Geral do Estado [OGE] para o exercício 2012, elaborado pelo mandato do deputado estadual Fernando Mineiro (PT) e que aponta cortes drásticos em diversas pastas foi apresentado na sessão plenária de ontem da Assembleia Legislativa. Além dos ajustes nas pastas de Recursos Hídricos (70,4%) e Infraestrutura (63,6%), o deputado destacou o corte em secretarias importantes e estratégicas, como Segurança Pública e Defesa Social; Educação e Saúde.
No caso da Segurança, o corte foi 22,4%, com redução de R$ 67,6 milhões. O orçamento previsto para a pasta é de 234,9 milhões, contra os R$ 302,6 projetados para 2011. Já para a Secretaria de Educação, o planejamento em análise na AL prevê um orçamento 7,3% menor, com queda de R$ 96,2 milhões, no valor global. A queda nas três pastas é superior a R$ 181 milhões.
Em 2011, o OGE destina para a Educação R$ 1,326 bilhão. A projeção para o exercício de 2012 é de R$ 1,230 bilhão. Entre todas as secretarias, a da Saúde foi a que teve o menor corte, de apenas 1,3%. A pasta perdeu, em relação ao OGE 2011, cerca de R$ 17,5 milhões. O deputado petista também citou outros cortes preocupantes, como na Polícia Militar, cujo orçamento encurtou em 11,9%, o que representa R$ 47,2 milhões a menos. Outra instituição da área da Segurança que perde recursos é o Corpo de Bombeiros. Pela proposta de orçamento para 2012, o órgão perde mais de R$ 30,4 milhões, numa redução de 9%. Já na Defensoria Pública do Estado, o corte chegou a 9,6%, retirando do órgão cerca de 1,3 milhão.
Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, logo após a sessão plenária de ontem, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta [PMN] informou que o projeto de lei do OGE 2012 já está na Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF), presidida pelo deputado José Dias (PMDB). "Nos próximos dias, o deputado vai designar o relator do PL que será o deputado Raimundo Fernandes [PMN]", adiantou Motta.
A partir daí, cópias do OGE 2012 serão encaminhadas aos gabinetes e os deputados poderão fazer as sugestões e eventuais modificações, com emendas ao orçamento. As principais discussões do OGE se dão no âmbito da CFF, que analisa tecnicamente a proposta orçamentária, com ajuda de especialistas em Orçamento.
No plenário, os deputados farão a análise política em dois momentos, na discussão do projeto e no voto. A Assembleia Legislativa tem até 15 de dezembro deste ano [data do início do recesso legislativo] para apreciar e votar o OGE 2012. Caso, a votação não ocorra até esta data, a presidência da AL pode adiar o início do recesso.
Deputado quer identificar ações prejudicadas
O deputado estadual Fernando Mineiro [PT] afirmou ontem, em plenário, que vai aprofundar a análise sobre a proposta orçamentária para o exercício de 2012. Ele quer saber mais detalhes sobre as ações e programas que serão prejudicados. Fernando Mineiro manifestou indignação. "Se existe uma briga entre o DEM e o PSD, a sociedade não pode pagar por essa disputa. Essa discussão é central para a sociedade. É preciso trabalhar de outra maneira", destacou na Assembleia.
O deputado lembrou que cabe aos deputados interferir, apresentando emendas que possam impedir prejuízos às secretarias e órgãos públicos estaduais atingidos por cortes. "Nos causa uma forte indignação, saber que no OGE 2012, que está nessa casa, tem um aumento de 120% para a Propaganda do governo e uma queda de 22,4% na Segurança".
"Isso já diz qual a lógica que o governo está implementando no Rio Grande do Norte", acentuou o deputado petista. Para a deputada estadual Márcia Maia [PSB] é importante promover debates. "Não adianta cobrar políticas públicas se não há orçamento. É lamentável que o governo tenha encaminhado um orçamento, reduzindo recursos de áreas sociais importantes. Isso causa tristeza e bastante preocupação", disse a deputada do PSB.
Ela afirma que a AL deve imprimir uma discussão, com profundidade, sobre a proposta orçamentária para 2012.
Secretários negam risco de prejuízos
Os titulares das secretarias de Segurança Pública e Defesa Social, e a de Educação garantiram à reportagem da TRIBUNA DO NORTE que as pastas não chegarão efetivamente a perder recursos, com a queda orçamentária projetada pelo OGE 2012, e que não haverá prejuízos às metas e ações. O secretário de de Segurança Pública e Defesa Social, Aldair da Rocha, afirmou que vai "otimizar recursos".
"Em princípio, essa redução não compromete o que pretendemos fazer na Segurança. Estamos nos programando com o que prevê o Orçamento e otimizaremos os recursos, para que o serviço prestado à população seja de qualidade", afirmou Rocha. Ele endossou as explicações do secretário de Planejamento e Finanças, Obery Rodrigues, de que o projeto de orçamento para 2012 está mais realista.
Na mesma linha de explicações, a coordenadora da Assessoria Técnica e de Planejamento da Secretaria de Estadual de Educação e Cultura, Elizabete Barbosa de Lima, apresentou dados que mostram o motivo da redução na pasta. A SEEC trabalha com duas unidades orçamentárias, sendo que a redução ocorreu em apenas uma delas - a de gestão de convênios, programas e salário-educação.
A unidade principal - que gerencia os recursos do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] não foi alvo de corte. "Pelo contrário. Essa unidade teve um aumento de de R$ 888 milhões [2011] para R$ 991.386 milhões [2012]", informou.
Nessa unidade, os recursos cobrem além da folha de pagamento, os investimentos e manutenção da Secretaria. Na Unidade que gerencia convênios e programas, explicou Elizabete, a redução se deu em três programas: o Plano de Ações Articuladas [PAR], o Programa Dinheiro Direto na Escola [PDDE] e o Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio [PEFEM]. Isso, segundo a coordenadora, não significa recursos a menos.
No caso do PAR, o Estado projetou um valor menor para 2012, porque ainda não sabe quanto vai poder negociar com o governo federal. No caso do PDDE, havia uma resolução do Ministério da Educação para que a verba do programa fosse consignada no Orçamento dos estados, mesmo que sendo a maior parte liberada diretamente para as escolas. Em 2011, o governo federal baixou resolução orientando os estados a só consignar, no Orçamento, os recursos repassados direto para a SEEC manter as escolas que ainda não possuem a Unidade Executora. O valor consignado no OGE caiu de R$ 11 milhões para R$ 34 mil. No caso do PEFEM, o governo tomou conhecimento de que não haveria liberação para 2012 dos recursos desse programa, que somavam perto de R$ 42 milhões.
Presidente da AL lembra chance de modificações
O presidente da Assembleia Legislativa Ricardo Motta [PMN] descartou conotação política nos ajustes feitos pelo governo Rosalba Ciarlini na proposta do Orçamento Geral do Estado [OGE] para o exercício 2012. "O governo tem dados técnicos para colocar recursos a mais ou a menos, nas secretarias. Isso não tem nada a ver com problema político".
A declaração foi dada em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, logo após a sessão plenária de ontem. Motta também afirmou que o Legislativo pode elaborar e aprovar emendas ao OGE 2012 para corrigir possíveis distorções. "Se o governo encaminhou com reduções tem seus motivos. Mas os deputados estão aqui para, tecnicamente, vê o que pode ser feito para corrigir eventuais distorções", afirmou.
Como a TRIBUNA DO NORTE mostrou na edição de ontem, 06, o OGE 2012 traz cortes drásticos em pastas sob o comando do vice-governador, Robinson Faria. Na Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos o corte foi de R$ 479,2 milhões (70,4% a menos); no Instituto de Gestão de Águas [Igarn], de 56% e na vice-governadoria, de 18,7%.
O deputado estadual Getúlio Rego [DEM], líder do governo na AL, disse que não discute o mérito dos ajustes feitos pelo governo. "Os parlamentares terão o direito de fazer a análise técnica e política no momento oportuno. Cada governo tem suas prioridades. É ele quem projeta metas e estabelece projetos e programas, de acordo com o foco do governo e suas áreas prioritárias".
Fontetribunadonorte.com.br
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