A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) iniciou esta semana a apresentação de débitos em 700 residências localizadas na cidade de Caicó, trabalho que será estendido até o início de outubro às cidades de Currais Novos, Cruzeta e Jucurutu. O cliente que está com duas ou mais contas em atraso e receber o comunicado de débito deve procurar, imediatamente, o escritório ou o boxe da Caern na Central do Cidadão mais próxima para pagar à vista ou negociar parcelamento sob pena de ter suspenso o fornecimento de água no prazo de cinco dias após a entrega do aviso. Segundo o chefe da Unidade de Controle, Arrecadação e Combate à Fraude, João Gabriel Assunção, o trabalho foi intensificado no Seridó e em seguida o mutirão de cobrança vai para a região do Alto Oeste.
O chefe da Unidade de Controle, Arrecadação e Combate à Fraude da Caern, João Gabriel Assunção, destaca que o pagamento das contas é fundamental para que a Companhia tenha condições de prestar um melhor serviço ao consumidor. "Estamos oferecendo todas as condições para que o cliente possa regularizar a situação junto à Caern. Não queremos cortar a água de ninguém. Ao contrário, estamos negociando todas as contas em condições especiais de pagamento", informa Assunção. Além de ter a ligação de água cortada, o consumidor que não regularizar a situação junto à Caern poderá ter seu nome incluído no SPC e Serasa.
A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) informa que o corte no fornecimento de água só é feito 30 dias após o envio de comunicado de suspensão do serviço ao usuário, conforme o Parágrafo 2º do Artigo 40 da Lei do Saneamento (11445/07). Isto em virtude do não pagamento pelo serviço prestado. Vencido o prazo, o corte poderá ser efetuado em até cinco dias.
Nos últimos meses, a Caern vem intensificando as ações na área comercial. O objetivo é melhorar o desempenho financeiro da empresa e melhorar a qualidade do serviço prestado. Uma das ações neste sentido foi a implantação do sistema de faturamento com entrega simultânea de contas, que hoje está implantado em quase todas as gerências regionais da Caern. O método permite ao cliente saber, no ato da leitura, quanto vai pagar, o que possibilita, inclusive a oportunidade de verificação de eventual equívoco na conta durante a operação in loco. O sistema também proporciona outro avanço. Se existir débito anterior em determinado imóvel, é emitido um comunicado sobre esta dívida e de imediato, o consumidor recebe o extrato do débito em aberto para eventual pagamento.
Outra ação importante da Caern para melhorar o atendimento é a constante implantação e substituição de hidrômetros em Natal e no interior, o que reduz o índice de perda de água, estimulando o consumidor a fazer o uso correto da água, que passa a ter o consumo corretamente medido. "A empresa vem investindo pesado na melhoria da sua estrutura de atendimento. No início de setembro, a Caern adquiriu, com recursos próprios, 146 veículos (84 automóveis e 62 motocicletas), que estão sendo utilizados nos serviços de atendimento ao cliente, nas áreas de operação e manutenção", explica o diretor-presidente da Companhia, Walter Gasi.
Fonte:rn.gov.br
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Governo desmarca audiência com servidores sem justificativa oficial
Ricardo Araújo - repórter
O clima é de revolta e frustração na recepção da Governadoria. Pela segunda vez consecutiva, o Governo Estadual desmarca a reunião que teria com os representantes de diversas categorias que compõem a base proletária do Executivo Estadual, sem dar uma justificativa. A primeira reunião estava confirmada para o dia 16 passado e foi transferida para hoje (21).
"Nós soubemos que a audiência tinha sido desmarcada ontem no início da noite. Não tivemos tempo de nos mobilizar. Por isso, estamos aqui esperando uma posição oficial do secretário-chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso, e do secretário de Planejamento, José Anselmo", afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Indireta (Sinai), Santino Arruda.
Em ofício assinado pelo secretário-chefe do Gabinete Civil Estadual, Paulo de Tarso Fernandes, no dia 8 de julho deste ano, ficou acordado que o Governo cumpriria com a implantação dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários a partir deste mês. Cita o texto do documento: "Quanto à implantação dos diversos Planos, o Governo, de setembro a dezembro próximos, tomará tal providência em parcelas iguais".
Além do Sinai, estão na sede do Executivo Estadual, representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte RN) e do Sindicato dos Servidores Técnicos da Secretaria Estadual de Tributação (Sintern). A secretária geral do Sinte, Janeayre Souto, afirmou que só deixará a Governadoria depois que o Governo explicar os motivos pelos quais, mais uma vez, adia a negociação com os servidores. "Não podemos aceitar que o Governo nos dê calote. O Governo está levando o povo do RN do "Agosto da Alegria" para a "Primavera Sombria"". destaca Janeayre.
O representante do Sintern, João Luiz, ressalta que o Governo arrecadou mais do que o suficiente no último quadrimestre para implementar os Planos. "A arrecadação de agosto foi a melhor desde agosto de 2008. O Governo arrecadou R$ 273 milhões. A folha de pagamento gira em torno de R$ 235 milhões, segundo o próprio secretário de Administração. Além disso, grande parte do pagamento dos professores, é feito via Fundeb", destaca João Luiz. O secretário-chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso, está na Governadoria, mas não se posicionou acerca da audiência desmarcada com os servidores.
Fonte:tribunadnorte.com.br
O clima é de revolta e frustração na recepção da Governadoria. Pela segunda vez consecutiva, o Governo Estadual desmarca a reunião que teria com os representantes de diversas categorias que compõem a base proletária do Executivo Estadual, sem dar uma justificativa. A primeira reunião estava confirmada para o dia 16 passado e foi transferida para hoje (21).
"Nós soubemos que a audiência tinha sido desmarcada ontem no início da noite. Não tivemos tempo de nos mobilizar. Por isso, estamos aqui esperando uma posição oficial do secretário-chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso, e do secretário de Planejamento, José Anselmo", afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Indireta (Sinai), Santino Arruda.
Em ofício assinado pelo secretário-chefe do Gabinete Civil Estadual, Paulo de Tarso Fernandes, no dia 8 de julho deste ano, ficou acordado que o Governo cumpriria com a implantação dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários a partir deste mês. Cita o texto do documento: "Quanto à implantação dos diversos Planos, o Governo, de setembro a dezembro próximos, tomará tal providência em parcelas iguais".
Além do Sinai, estão na sede do Executivo Estadual, representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte RN) e do Sindicato dos Servidores Técnicos da Secretaria Estadual de Tributação (Sintern). A secretária geral do Sinte, Janeayre Souto, afirmou que só deixará a Governadoria depois que o Governo explicar os motivos pelos quais, mais uma vez, adia a negociação com os servidores. "Não podemos aceitar que o Governo nos dê calote. O Governo está levando o povo do RN do "Agosto da Alegria" para a "Primavera Sombria"". destaca Janeayre.
O representante do Sintern, João Luiz, ressalta que o Governo arrecadou mais do que o suficiente no último quadrimestre para implementar os Planos. "A arrecadação de agosto foi a melhor desde agosto de 2008. O Governo arrecadou R$ 273 milhões. A folha de pagamento gira em torno de R$ 235 milhões, segundo o próprio secretário de Administração. Além disso, grande parte do pagamento dos professores, é feito via Fundeb", destaca João Luiz. O secretário-chefe do Gabinete Civil, Paulo de Tarso, está na Governadoria, mas não se posicionou acerca da audiência desmarcada com os servidores.
Fonte:tribunadnorte.com.br
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Governo anuncia hoje ampliação do Bolsa Família
O aumento será de três para cinco filhos, o número de beneficiadosA ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, anuncia às 11h a ampliação no número de pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família. A finalidade é aumentar de três para cinco o limite de filhos beneficiados por família, que fazem parte do principal programa de transferência de renda lançado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O objetivo do aumento é adequar o programa às ações do Plano Brasil sem Miséria, linha mestra da proposta social do governo da presidenta Dilma Rousseff. Além do aumento no número de beneficiários, as novas medidas devem promover mais atenção a crianças e adolescentes.
O impacto da medida ainda não foi anunciado. A meta, de acordo com o governo, é que, até o final de 2013, o Bolsa Família possa beneficiar 1,2 milhão a mais de crianças e adolescentes.
Para receber o benefício, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único, com os dados atualizados, além de cumprir uma série de contrapartidas nas áreas de educação, saúde e assistência social.
Agência Brasil
Fonte:clicrn.com.br
Decisão do Governo pode estimular retomada da greve
Na próxima quarta-feira (21) o Sinte participa de uma audiência com secretários do Governo e com a Casa Civil. O encontro definirá o cumprimento, ou não, do acordo feito entre os trabalhadores e o Governo para o pagamento do PCCR. As mobilizações já começaram a acontecer em todo o Estado e a intenção dos servidores é retomar a greve, caso os Planos não sejam implantados como foi acordado em julho.
Para a coordenadora geral do Sinte, Fátima Cardoso, não há motivo que justifique o retrocesso. “O documento assinado não condicionava a nenhum limitador, ou seja, a Lei de Responsabilidade Fiscal não pode ser usada como motivo para o descumprimento do acordo como está sendo. Essa é a razão de nossa decisão em afirmar que a quebra do acordo será o responsável pela greve. Como não existe impessoalidade, a responsável será a governadora Rosalba Ciarlini.”, disse.
Fonte:sinte-rn
Para a coordenadora geral do Sinte, Fátima Cardoso, não há motivo que justifique o retrocesso. “O documento assinado não condicionava a nenhum limitador, ou seja, a Lei de Responsabilidade Fiscal não pode ser usada como motivo para o descumprimento do acordo como está sendo. Essa é a razão de nossa decisão em afirmar que a quebra do acordo será o responsável pela greve. Como não existe impessoalidade, a responsável será a governadora Rosalba Ciarlini.”, disse.
Fonte:sinte-rn
domingo, 18 de setembro de 2011
Diário de Natal/O Poti celebra mais de sete décadas em atividade
Por Francisco Francerle, da redação do DIARIODENATAL
Este domingo é um dia muito especial para o Diário de Natal/O Poti. Neste 18 de setembro, o jornal chega ao seu 72º aniversário em um história marcada por tradição e compromisso com o leitor. Nessas sete décadas de atuação na imprensa norte-rio-grandense, o primeiro jornal diário de Natal continua acompanhando o crescimento da cidade sempre com muita lucidez. Em todo esse tempo, o veículo também viveu transformações que resultaram numa presença mais marcante no dia a dia dos potiguares, fazendo cumprir o papel para o qual foi criado.
Antenado com o futuro e acompanhando a tendência do jornalismo mundial, o Diário de Natal faz parte de um complexo de comunicação que integra o grupo Diários Associados, conglomerado que está presente em sete estados do país e no Distrito Federal e engloba 50 empresas e veículos, entre emissoras de rádio e televisão, revista, portais, site e jornais como o Correio Braziliense (DF), Estado de Minas (MG) e Diário de Pernambuco(PE). Nas terras potiguares, os Diários Associados mantêm o Diário de Natal/O Poti, a Rádio Clube AM e FM e o portal do DN Online na internet (www.dnonline.com.br), onde o leitor/internauta tem acesso a conteúdos exclusivos, como blogs e notícias em tempo real.
Para o diretor de Gestão do Diários Associados no Nordeste, Guilherme Machado, a empresa se destaca pelo pioneirismo e modernidade. "O Diário de Natal, através de sua versão digital e do DN Online, tem trazido em formato multimídia informações atualizadas durante todo o dia. Com milhões de acessos mensais, vem se consolidando nos meios digitais como o grande portal de notícias, informações e serviços do Rio Grande do Norte. Sempre com o compromisso de credibilidade e imparcialidade nas informações, e na defesa incansável dos interesses do povo potiguar".
Para o diretor institucional Deliomar Soares, os 72 anos do jornal demandam de pioneirismo, seriedade e, acima de tudo, credibilidade. "São poucas empresas que têm condições de se manter por tanto tempo em defesa dos interesses da população do estado, o que mostra que o Diário de Natal é uma grande referência em credibilidade. Daí o motivo de ter conquistado ao longo dos anos o carinho e a admiração do povo potiguar", declara Deliomar Soares.
Em sua história, o DN vem somando prêmios conquistados pela presença marcante na sociedade. Foram 14 prêmios Deusa da Fortuna (CDL), 3 prêmios Ayrton Senna de jornalismo e o mérito de empresa Amiga da Criança, concedido pelo Unicef, além de inúmeros outros conquistados por repórteres. É o jornal mais antigo e influente do Rio Grande do Norte, uma referência de qualidade editorial em diversas áreas, como economia, política, artes e administração pública, mantendo-se na liderança na preferência de leitura entre os potiguares. Coleciona algumas conquistas pioneiras no jornalismo: foi o primeiro jornal no Nordeste a ser impresso no sistema offset, a partir de 13 de junho de 1970 e o primeiro jornal a informatizar seus equipamentos.
Mas uma das principais conquistas, veio há quase dois anos, quando o Diário de Natal inaugurou o complexo de comunicação na avenida Tomaz Landim, na Zona Norte de Natal, onde está contribuindo para o desenvolvimento desta região da cidade. Com uma arquitetura moderna e ambiente espaçoso, a nova sede fica às margens de um dos mais famosos cartões postais da cidade de Natal: o Rio Potengi. Das janelas do prédio, os funcionários têm como inspiração o pôr-do-sol mais tradicional da cidade. A fachada do prédio têm grandes letras e números fazendo uma alusão às antigas companheiras dos jornalistas: as máquinas de datilografia. Isso mostra que, apesar da tradição, o grupo Diários Associados está sempre aberto à renovação e mudanças.
História
Criado durante o auge da Segunda Guerra Mundial, quando Natal tinha apenas 55 mil habitantes, o Diário de Natal chega aos 72 anos de existência misturando-se à história do Rio Grande do Norte. A fundação ocorreu em 18 de setembro de 1939 com nome de O Diario, por Valdemar Araújo, Aderbal de França, Djalma Maranhãoe Rivaldo Pinheiro, em abril de 1942 foi vendido a Rui Moreira Paiva, então representante da Companhia de Navegação Costeira. Em 25 de janeiro de 1945, o periódico foi comprado pelo grupo Associados, de Assis Chateaubriand. A mudança de nome do jornal para O Diário de Natal ocorreu no dia 4 de março de 1947. A circulação aos domingos começou em 22 de junho do mesmo ano. O jornal era vespertino e menos de um ano após sua criação o jornal passou de quatro para oito páginas.
Em 1945, passou integrar o grupo Diários Associados. Dois anos depois o jornal mudou de nome para o que permanece até hoje, passando a publicar artigos diários de Assis Chateubriand. Apenas em 29 de julho de 1954 o jornal apresentou sua primeira versão diária e somente em 1970 é que o veículo passou a ser matutino, após mudanças na impressão. As instalações, da rua Doutor Barata, foram para a Frei Miguelinho e depois para um prédio localizado na ladeira da avenida Rio Branco, também próximo à Ribeira. Só em 1970 a sede foi para a avenida Deodoro da Fonseca e, nessa mesma época, foi criado o setor de pesquisa e a capa e contracapa passaram a ser coloridas.
Pioneirismo
Nos anos 90, o pioneirismo continuou a marcar o jornal. O Diário foi o primeiro a ilustrar as matérias com fotos coloridas. Em 1995, o jornal foi informatizado, trocando as tradicionais máquinas de datilografia por computadores. Na avenida Deodoro permaneceu até fevereiro de 2010, transferindo a sede do Centro para a Zona Norte apostando e valorizando a região que mais se desenvolve em Natal. Em todos esses anos, o jornal marcou presença nos maiores acontecimentos do Estado e vem ajudando na formação de diversos profissionais desde a época em que o RN ainda não tinha um curso superior na área de comunicação.
Em 2009, mais uma vez, o jornal muda o projeto gráfico e editorial e extingue O Poti, edição que circulava aos domingos, e retoma a circulação diária, valorizando a marca Diário de Natal. Mas no dia 20 de março deste ano, a pedidos dos leitores e assinantes a edição dominical, O Poti volta a circular com formato standard e com estilo próprio voltando a ser leitura obrigatória dos potiguares aos domingos. O retorno de O Poti foi comemorado por toda sociedade, especialmente pelos leitores e o mercado anunciante no estado que sempre identificaram no periódico como nº 1 em credibilidade no jornalismo potiguar.
DepoimentosDepoimentosDepoimentosDepoimentosDepoimentosDepoimentos
"Ao longo dos anos, o Diário de Natal mudou. Mas, há coisas que o tempo não altera. O respeito pelo leitor e a dedicação à nossa terra se mantêm em cada edição. Pela importância que tem no desenvolvimento do nosso estado, desejo que o DN possa continuar participando de uma imprensa livre e que nunca mais possamos experimentar qualquer tipo de censura. Este é o maior presente para jornalistas e leitores".
Rosalba Ciarlini, Governadora do Rio Grande do Norte
"O Diário de Natal nasceu sob o signo da coragem e da luta pela liberdade. Foi criado para combater o nazifascismo durante a Segunda Guerra Mundial. Desde então, vem exercendo importante função na imprensa do Rio Grande do Norte, noticiando o cotidiano potiguar, ajudando a escrever a nossa história e assumindo a defesa das melhores causas de nosso povo".
Ricardo Motta, Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte
"O Diário de Natal e principalmente a população norte-rio-grandense estão de parabéns nos 72 anos de história e comunicação desse importante veículo. Além de vitrine e registro dos grandes acontecimentos, o Diário vem contribuindo fortemente para a construção da cidadania plena e amadurecimento das instituições e da própria democracia em terras de Poty".
Manoel Onofre, Procurador Geral de Justiça do RN
"Os 72 anos de fundação do Diário de Natal são um atestado de liderança e maturidade de um jornal comprometido com a defesa intransigente dos interesses maiores do Rio Grande do Norte ao longo de sua exitosa história. Segundo jornal do Norte e Nordeste a implantar o moderno sistema de composição a frio (off-set) que revolucionou o jornalismo provinciano na década de 70, com independência e isenção. Primeiro jornal a chegar a todas as regiões do Estado proporcionando a integração do interior com a capital através de um veículo de comunicação, valorizando a cultura de cada uma delas, mediante a divulgação de suas potencialidades. Por isso, saudamos os 72 anos fecundos como marco no pioneirismo da imprensa potiguar, da qual tem sido o destacado intérprete das aspirações da comunidade norte-rio-grandense".
Valério Mesquita, Presidente do Tribunal de Contas
"Existe um diário há quase três quartos de século. O Diário é tradição e luta para ser modernidade".
Diogenes da Cunha Lima, Presidente da ANL
"O Diário de Natal é um dos mais importantes veículos de comunicação do Rio Grande do Norte. É uma grande vitória um impresso permanecer circulando por tantos anos. Apesar de toda crise que tem afetado os meios de comunicação ao longo das décadas, o Diário resiste com bravura empregando jornalistas e informando à população. Esperamos que o respeito ao profissional continue delimitando os caminhos desse jornal".
Nelly Carlos, Presidente do Sindjorn
"A criatura humana é um ser em relação permanente com os semelhantes, com Deus e com as coisas criadas. É, portanto, uma criatura essencialmente comunicativa, comunicante. Assim sendo, ela é, também, o mais eficiente meio de comunicação. Por isso mesmo, como ser comunicante, não se fecha emsi mesmo. Ao contrário, abre-se aos outros em processos e meios de comunicação, os mais diversos e complexos. Provavelmente, os meios impressos - jornais, revistas, boletins, panfletos etc - são os menos complexos na transmissão dos conteúdos - informações, mensagens, ordens... Os jornais têm cumprido um papel importante na vida das comunidades: disseminar informações, denunciar desmandos, anunciar boas novas. Neste sentido, creio que o Diário de Natal tem cumprido sua função social. Quero, pois, com estas palavras, parabenizar este jornal, seus idealizadores, fundadores e atuais gestores e funcionários pelos 72 anos de existência. Desejo, também, que continue cumprindo a missão de bem informar, para que os potiguares continuem se orgulhando de seus jornais e seus jornalistas. Parabéns e que Deus os abençoe".
Dom Matias Patrício de Macêdo, Arcebispo de Natal
"O Diário consegue se manter forte durante todo esse tempo, mesmo diante de tantos problemas econômicos, e seguindo uma linha editorial digna de elogio e que honra o povo norte-rio-grandense. Acompanho o Diário de Natal desde o tempo de Luiz Maria Alves, passando pelas mudanças empreendidas por Albimar Furtado e as mais recentes que deram ao jornal uma linguagem atual que alcança todos os níveis intelectuais e até os mais simples, atingido os interesses da população".
Pr. Alfredo Galvão, Presidente da Ordem dos Pastores Evangélicos de Natal (OPEN)
"Informação é algo essencial à vida em sociedade e parte do processo de formação do cidadão. Uma das bases da boa educação, a informação de qualidade é essencial para a formação da opinião e do senso crítico, tão presentes nos ambientes acadêmicos mundo afora. É motivo de orgulho para mim, em nome da Universidade Potiguar, poder parabenizar um dos mais tradicionais veículos de comunicação do Rio Grande do Norte, que tanto contribui para a valorização da educação no Estado. Nos seus mais de 30 anos, a UnP pôde fazer parte dessa trajetória de sucesso, e mais que isso, contou com o importante apoio deste veículo para a disseminação de informações importantes e úteis à sociedade. Parabéns, Diário de Natal!".
Sâmela Gomes, Reitora UnP
Fonte:diariodenatal.com.br
Este domingo é um dia muito especial para o Diário de Natal/O Poti. Neste 18 de setembro, o jornal chega ao seu 72º aniversário em um história marcada por tradição e compromisso com o leitor. Nessas sete décadas de atuação na imprensa norte-rio-grandense, o primeiro jornal diário de Natal continua acompanhando o crescimento da cidade sempre com muita lucidez. Em todo esse tempo, o veículo também viveu transformações que resultaram numa presença mais marcante no dia a dia dos potiguares, fazendo cumprir o papel para o qual foi criado.
Antenado com o futuro e acompanhando a tendência do jornalismo mundial, o Diário de Natal faz parte de um complexo de comunicação que integra o grupo Diários Associados, conglomerado que está presente em sete estados do país e no Distrito Federal e engloba 50 empresas e veículos, entre emissoras de rádio e televisão, revista, portais, site e jornais como o Correio Braziliense (DF), Estado de Minas (MG) e Diário de Pernambuco(PE). Nas terras potiguares, os Diários Associados mantêm o Diário de Natal/O Poti, a Rádio Clube AM e FM e o portal do DN Online na internet (www.dnonline.com.br), onde o leitor/internauta tem acesso a conteúdos exclusivos, como blogs e notícias em tempo real.
Para o diretor de Gestão do Diários Associados no Nordeste, Guilherme Machado, a empresa se destaca pelo pioneirismo e modernidade. "O Diário de Natal, através de sua versão digital e do DN Online, tem trazido em formato multimídia informações atualizadas durante todo o dia. Com milhões de acessos mensais, vem se consolidando nos meios digitais como o grande portal de notícias, informações e serviços do Rio Grande do Norte. Sempre com o compromisso de credibilidade e imparcialidade nas informações, e na defesa incansável dos interesses do povo potiguar".
Para o diretor institucional Deliomar Soares, os 72 anos do jornal demandam de pioneirismo, seriedade e, acima de tudo, credibilidade. "São poucas empresas que têm condições de se manter por tanto tempo em defesa dos interesses da população do estado, o que mostra que o Diário de Natal é uma grande referência em credibilidade. Daí o motivo de ter conquistado ao longo dos anos o carinho e a admiração do povo potiguar", declara Deliomar Soares.
Em sua história, o DN vem somando prêmios conquistados pela presença marcante na sociedade. Foram 14 prêmios Deusa da Fortuna (CDL), 3 prêmios Ayrton Senna de jornalismo e o mérito de empresa Amiga da Criança, concedido pelo Unicef, além de inúmeros outros conquistados por repórteres. É o jornal mais antigo e influente do Rio Grande do Norte, uma referência de qualidade editorial em diversas áreas, como economia, política, artes e administração pública, mantendo-se na liderança na preferência de leitura entre os potiguares. Coleciona algumas conquistas pioneiras no jornalismo: foi o primeiro jornal no Nordeste a ser impresso no sistema offset, a partir de 13 de junho de 1970 e o primeiro jornal a informatizar seus equipamentos.
Mas uma das principais conquistas, veio há quase dois anos, quando o Diário de Natal inaugurou o complexo de comunicação na avenida Tomaz Landim, na Zona Norte de Natal, onde está contribuindo para o desenvolvimento desta região da cidade. Com uma arquitetura moderna e ambiente espaçoso, a nova sede fica às margens de um dos mais famosos cartões postais da cidade de Natal: o Rio Potengi. Das janelas do prédio, os funcionários têm como inspiração o pôr-do-sol mais tradicional da cidade. A fachada do prédio têm grandes letras e números fazendo uma alusão às antigas companheiras dos jornalistas: as máquinas de datilografia. Isso mostra que, apesar da tradição, o grupo Diários Associados está sempre aberto à renovação e mudanças.
História
Criado durante o auge da Segunda Guerra Mundial, quando Natal tinha apenas 55 mil habitantes, o Diário de Natal chega aos 72 anos de existência misturando-se à história do Rio Grande do Norte. A fundação ocorreu em 18 de setembro de 1939 com nome de O Diario, por Valdemar Araújo, Aderbal de França, Djalma Maranhãoe Rivaldo Pinheiro, em abril de 1942 foi vendido a Rui Moreira Paiva, então representante da Companhia de Navegação Costeira. Em 25 de janeiro de 1945, o periódico foi comprado pelo grupo Associados, de Assis Chateaubriand. A mudança de nome do jornal para O Diário de Natal ocorreu no dia 4 de março de 1947. A circulação aos domingos começou em 22 de junho do mesmo ano. O jornal era vespertino e menos de um ano após sua criação o jornal passou de quatro para oito páginas.
Em 1945, passou integrar o grupo Diários Associados. Dois anos depois o jornal mudou de nome para o que permanece até hoje, passando a publicar artigos diários de Assis Chateubriand. Apenas em 29 de julho de 1954 o jornal apresentou sua primeira versão diária e somente em 1970 é que o veículo passou a ser matutino, após mudanças na impressão. As instalações, da rua Doutor Barata, foram para a Frei Miguelinho e depois para um prédio localizado na ladeira da avenida Rio Branco, também próximo à Ribeira. Só em 1970 a sede foi para a avenida Deodoro da Fonseca e, nessa mesma época, foi criado o setor de pesquisa e a capa e contracapa passaram a ser coloridas.
Pioneirismo
Nos anos 90, o pioneirismo continuou a marcar o jornal. O Diário foi o primeiro a ilustrar as matérias com fotos coloridas. Em 1995, o jornal foi informatizado, trocando as tradicionais máquinas de datilografia por computadores. Na avenida Deodoro permaneceu até fevereiro de 2010, transferindo a sede do Centro para a Zona Norte apostando e valorizando a região que mais se desenvolve em Natal. Em todos esses anos, o jornal marcou presença nos maiores acontecimentos do Estado e vem ajudando na formação de diversos profissionais desde a época em que o RN ainda não tinha um curso superior na área de comunicação.
Em 2009, mais uma vez, o jornal muda o projeto gráfico e editorial e extingue O Poti, edição que circulava aos domingos, e retoma a circulação diária, valorizando a marca Diário de Natal. Mas no dia 20 de março deste ano, a pedidos dos leitores e assinantes a edição dominical, O Poti volta a circular com formato standard e com estilo próprio voltando a ser leitura obrigatória dos potiguares aos domingos. O retorno de O Poti foi comemorado por toda sociedade, especialmente pelos leitores e o mercado anunciante no estado que sempre identificaram no periódico como nº 1 em credibilidade no jornalismo potiguar.
DepoimentosDepoimentosDepoimentosDepoimentosDepoimentosDepoimentos
"Ao longo dos anos, o Diário de Natal mudou. Mas, há coisas que o tempo não altera. O respeito pelo leitor e a dedicação à nossa terra se mantêm em cada edição. Pela importância que tem no desenvolvimento do nosso estado, desejo que o DN possa continuar participando de uma imprensa livre e que nunca mais possamos experimentar qualquer tipo de censura. Este é o maior presente para jornalistas e leitores".
Rosalba Ciarlini, Governadora do Rio Grande do Norte
"O Diário de Natal nasceu sob o signo da coragem e da luta pela liberdade. Foi criado para combater o nazifascismo durante a Segunda Guerra Mundial. Desde então, vem exercendo importante função na imprensa do Rio Grande do Norte, noticiando o cotidiano potiguar, ajudando a escrever a nossa história e assumindo a defesa das melhores causas de nosso povo".
Ricardo Motta, Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte
"O Diário de Natal e principalmente a população norte-rio-grandense estão de parabéns nos 72 anos de história e comunicação desse importante veículo. Além de vitrine e registro dos grandes acontecimentos, o Diário vem contribuindo fortemente para a construção da cidadania plena e amadurecimento das instituições e da própria democracia em terras de Poty".
Manoel Onofre, Procurador Geral de Justiça do RN
"Os 72 anos de fundação do Diário de Natal são um atestado de liderança e maturidade de um jornal comprometido com a defesa intransigente dos interesses maiores do Rio Grande do Norte ao longo de sua exitosa história. Segundo jornal do Norte e Nordeste a implantar o moderno sistema de composição a frio (off-set) que revolucionou o jornalismo provinciano na década de 70, com independência e isenção. Primeiro jornal a chegar a todas as regiões do Estado proporcionando a integração do interior com a capital através de um veículo de comunicação, valorizando a cultura de cada uma delas, mediante a divulgação de suas potencialidades. Por isso, saudamos os 72 anos fecundos como marco no pioneirismo da imprensa potiguar, da qual tem sido o destacado intérprete das aspirações da comunidade norte-rio-grandense".
Valério Mesquita, Presidente do Tribunal de Contas
"Existe um diário há quase três quartos de século. O Diário é tradição e luta para ser modernidade".
Diogenes da Cunha Lima, Presidente da ANL
"O Diário de Natal é um dos mais importantes veículos de comunicação do Rio Grande do Norte. É uma grande vitória um impresso permanecer circulando por tantos anos. Apesar de toda crise que tem afetado os meios de comunicação ao longo das décadas, o Diário resiste com bravura empregando jornalistas e informando à população. Esperamos que o respeito ao profissional continue delimitando os caminhos desse jornal".
Nelly Carlos, Presidente do Sindjorn
"A criatura humana é um ser em relação permanente com os semelhantes, com Deus e com as coisas criadas. É, portanto, uma criatura essencialmente comunicativa, comunicante. Assim sendo, ela é, também, o mais eficiente meio de comunicação. Por isso mesmo, como ser comunicante, não se fecha emsi mesmo. Ao contrário, abre-se aos outros em processos e meios de comunicação, os mais diversos e complexos. Provavelmente, os meios impressos - jornais, revistas, boletins, panfletos etc - são os menos complexos na transmissão dos conteúdos - informações, mensagens, ordens... Os jornais têm cumprido um papel importante na vida das comunidades: disseminar informações, denunciar desmandos, anunciar boas novas. Neste sentido, creio que o Diário de Natal tem cumprido sua função social. Quero, pois, com estas palavras, parabenizar este jornal, seus idealizadores, fundadores e atuais gestores e funcionários pelos 72 anos de existência. Desejo, também, que continue cumprindo a missão de bem informar, para que os potiguares continuem se orgulhando de seus jornais e seus jornalistas. Parabéns e que Deus os abençoe".
Dom Matias Patrício de Macêdo, Arcebispo de Natal
"O Diário consegue se manter forte durante todo esse tempo, mesmo diante de tantos problemas econômicos, e seguindo uma linha editorial digna de elogio e que honra o povo norte-rio-grandense. Acompanho o Diário de Natal desde o tempo de Luiz Maria Alves, passando pelas mudanças empreendidas por Albimar Furtado e as mais recentes que deram ao jornal uma linguagem atual que alcança todos os níveis intelectuais e até os mais simples, atingido os interesses da população".
Pr. Alfredo Galvão, Presidente da Ordem dos Pastores Evangélicos de Natal (OPEN)
"Informação é algo essencial à vida em sociedade e parte do processo de formação do cidadão. Uma das bases da boa educação, a informação de qualidade é essencial para a formação da opinião e do senso crítico, tão presentes nos ambientes acadêmicos mundo afora. É motivo de orgulho para mim, em nome da Universidade Potiguar, poder parabenizar um dos mais tradicionais veículos de comunicação do Rio Grande do Norte, que tanto contribui para a valorização da educação no Estado. Nos seus mais de 30 anos, a UnP pôde fazer parte dessa trajetória de sucesso, e mais que isso, contou com o importante apoio deste veículo para a disseminação de informações importantes e úteis à sociedade. Parabéns, Diário de Natal!".
Sâmela Gomes, Reitora UnP
Fonte:diariodenatal.com.br
Um homem, quatro mulheres e mais de 50 filhos
Apesar da lucidez, falta memória para decorar nomes dos mais de 150 descendentes. foto : Wilsom Moreno/DivulgaçãoAposentado conta detalhes de como se relacionou com esposa, cunhada e ainda teve um filho com a própria sogra
Sayonara Amorim // Da Gazeta do Oeste
Uma família que foge totalmente dos padrões tradicionais é uma das curiosidades do município de Campo Grande, região oeste do Rio Grande do Norte. Essa é a história de um viúvo que se casou com uma jovem, com quem teve 17 filhos. Simultaneamente, manteve um relacionamento com a cunhada, com quem também teve 15 filhos, e ainda se relacionou com a sogra com quem teve mais um filho. Uma trajetória, no mínimo exótica, porém, verdadeira e muito particular.
Apesar da lucidez, falta memória para decorar nomes dos mais de 150 descendentes foto : Wilsom Moreno/Divulgação
A família Oliveira Silva é formada por Luiz Costa de Oliveira, 90 anos, (chefe da família), Maria Francisca da Silva, 64 anos (esposa), Ozelita Francisca da Silva, 58 anos, (irmã de Maria Francisca e cunhada de Luiz) e Francisca Maria da Silva, 89 anos, (mãe de Maria Francisca e Ozelita e sogra de Luiz).
Os detalhes de como essa família foi formada, foram contados pelos próprios integrantes à reportagem. No começo da entrevista, após ser informado sobre o tema da conversa, a primeira frase dita por Luiz Costa foi: "A coisa queDeus fez mais bem feito no mundo foi mulher". Demonstrando muita descontração e sem qualquer sinal de inibição, Luiz começou a contar a trajetória de vida que inclui um casamento oficial com uma mulher, que ele identificou apenas como Francisca e com quem teve 17 filhos e ficou viúvo, e os relacionamentos com as irmãs Silva e a sogra que renderam a ele mais 35 filhos, 100 netos e 30 bisnetos.
Depois de viúvo Luiz conheceu Maria Francisca da Silva, que o ajudou a criar os filhos da primeira mulher, e teve mais 17. Segundo ele, durante o tempo em que viveu com Maria, a irmã dela, Ozelita Francisca, sempre vinha cuidar do resguardo da irmã. A aproximação se transformou em um relacionamento amoroso com a cunhada que gerou mais 15 filhos de Luiz. E para completar essa família mais que diferente, a sogra de Luiz também se relacionou com o genro e dessa história nasceu mais um rebento, somando um total de 50 filhos que Luiz diz ter conhecimento. "Eu posso até ter outros filhos por aí e não saber, porque sempre gostei muito de namorar", ressaltou.
Galanteador
As irmãs Maria Francisca e Ozelita Francisca contam que sempre conviveram bem com esta família diferente. Segundo elas, o segredo de Luiz sempre foi o jeito galanteador com o qual ele sempre tratou as mulheres. Ele sempre viveu do trabalho para casa e a única diversão dele era namorar. "Ele nunca maltratou nenhuma de nós, sempre cuidou bem dos filhos e nunca deixou faltar nada em casa", relatou Maria Francisca.
A primeira mulher de Luiz que morreu e deixou 17 filhos, era natural de Assu e cinco dos filhos foram criados por Maria Francisca. Hoje, muitos filhos morreram, mas a família de Luiz já conta com mais de 100 netos e 30 bisnetos. "Eu não sei dizer o nome de todo mundo, mas sei que tenho muitos filhos, netos e bisnetos espalhados por aí", acrescentou Luiz.
Luiz viveu a maior parte de sua vida e construiu seus relacionamentos amorosos no Sítio Poço Verde, zona rural de Campo Grande. Hoje a maior parte da família reside em duas casas localizadas na Rua Artur Almeida, 55, Conjunto Ipe, Campo Grande. As casas, em especial, a de Luiz, expõe a simplicidade extrema. Sem luxo, sem móveis e sem estrutura básica como piso e paredes de concreto, porém, essa ausência parece não abalar a alegria de viver expressada pelos membros da família Oliveira Silva.
Vizinho a casa de Luiz, reside outra parte da família, todos moram juntos e dividem espaço, alimento, dificuldades, tristezas e alegrias. Um dos netos de Luiz que é gêmeo, único caso de gêmeos que Luiz tem conhecimento, Cosme, disse que a vida da família é difícil, mas todos sobrevivem e se relacionam bem apesar das dificuldades impostas pela falta de condições financeira. "Aqui trabalho é muito difícil e o que fazemos para melhorar isso é estudar e trabalhar aqui e ali fazendo bicos", ressaltou Cosme.
O segredo da vitalidade
Quanto a disposição para gerar tantos filhos e aos 90 anos ainda esbanjar lucidez e saúde invejáveis, Luiz conta que não há segredo. De acordo com ele, a receita é simples. Há 40 anos não fuma, não bebee sempre se alimentou de comidas simples como feijão, arroz, batata, macaxeira e todos os alimentos que formam o cardápio do homem do campo.
Luiz acrescentou que não tem doenças e não sente dores. "Não tenho dor em lugar algum do meu corpo, apenas hoje não consigo mais namorar, mais ainda lembro como mulher é bom", comentou. Luiz é aposentado, mas diz que sente muita falta do tempo em que trabalhava na lavoura. "Eu sempre trabalhei e sinto falta de me movimentar, por isso, todo dia faço uma caminhada, não agüento ficar parado muito tempo", declarou. Uma receita simples, de um homem simples, mas com uma história de vida pra lá de complexa.
Fonte:diariodenatal.com.br
Professor: categoria que mais adoece
foto:Adriano Abreu
Junta médica do Estado atende diariamente 70 servidores que busca licença por problemas de saúde
Roberto Lucena - Repórter
Segundo dados da Junta Médica do Estado, os professores constituem a classe que mais pede licenças médicas e afastamento temporário do trabalho. É o caso das professoras Joana Darc de Oliveira, Zuleide Andrade e Maria das Dores. As doenças de ordem fonoaudiológica, como rouquidão, são os mais comuns entre o corpo docente estadual e afetam Joana Darc e Zuleide.
Mas a depressão e problemas de articulações também assustam esses profissionais. Maria das Dores está há quatro meses afastada do trabalho por causa de uma artrose no joelho. Mais de 600 professores estão, nesse momento, fora da sala de aula. Enquanto não podem ministrar aulas, os profissionais são encaminhados para outros setores das escolas - bibliotecas, salas de vídeo, por exemplo - através de um procedimento conhecido como "estado de readaptação". Após um período que pode variar de 90 a 730 dias, o professor retorna à sala. Mas há casos, como o de Zuleide, que esse período pode durar 8 anos.
Licenciados passam por readaptação
"Não sei o que será da minha vida se um dia eu for obrigada a dar aula novamente. Não quero voltar para dentro de uma sala de aula". É com essa frase, e demonstrando certa aspereza, que a professora Joana Darc de Oliveira, 44 anos, responde quando questionada se deseja retornar a lecionar a disciplina de Ciências na Escola Estadual Myriam Coeli. Há dois anos, a professora ocupa um cargo na secretaria da escola por não ter mais condições físicas para "enfrentar os alunos". Um nódulo na garganta é o responsável pelo chamado "estado de readaptação" da professora. Joana Darc é um exemplo dos 663 professores da rede estadual de ensino que se encontram na mesma situação.
A Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC) lidera o ranking dos órgãos que enviam servidores para a Junta Médica do Estado em busca de permissão para se afastar do serviço por motivos de saúde. As secretaria de Saúde e Segurança Pública vêm em seguida. "É natural que isso ocorra porque a Educação é a maior secretaria e a que possui o maior número de servidores", explica a coordenadora de administração de pessoal e recursos humanos da SEEC, Ivonete Bezerra.
Indiferente aos números, a professora Joana Darc conta que seu drama começou em 2008, quando, em plena sala de aula, ela ficou completamente afônica e perdeu o controle dos alunos. "O problema já vinha acontecendo. Todos os dias ficava rouca e era difícil manter os alunos atentos. Até que um dia minhas cordas vocais não responderam mais e fiquei muda, sem voz nenhuma", relembra. Os médicos detectaram um nódulo na garganta de Joana e recomendaram o afastamento imediato da função. "Entrei com o pedido na Junta Médica e me deram dois anos de adaptação", explica. O desejo da professora é que esse período seja prolongado o máximo possível. "Não quero voltar para sala", enfatiza. Atualmente, ela toma remédios e faz sessões de fisioterapia para combater a doença.
O problema de Joana é o mesmo enfrentado pela professora Zuleide Andrade, 55 anos. Há quase três décadas, Zuleide dedica-se ao ofício do magistério. Os anos de trabalho dentro de sala de aula foram interrompidos em 2000, quando a voz da professora começou a enfraquecer e a rouquidão aparecia ao fim das oito horas dentro da sala de aula. O calo nas cordas vocais foi diagnosticado e a profissional teve que escolher entre cuidar da saúde ou continuar exercendo a profissão que, até hoje, segundo ela, é apaixonante. "Não queria deixar de ensinar. Amo o que faço, mas foi o jeito deixar a sala de aula. Se não parasse, iria perder a voz para sempre", diz.
O desejo de continuar ensinando é o que a motiva a sair todos os dias de casa para coordenar as atividades na "Sala de Vídeo" da escola Myriam Coeli. Todas as manhãs, Zuleide escolhe vídeos educativos e monitora o aprendizado das turmas do 6º ao 9º ano. "Aqui não é a mesma coisa da sala de aula, mas estou feliz. O que não quero é ficar em casa. Não me vejo nessa situação. Preciso da escola para continuar vivendo", explica. Em "estado de readaptação" há oito anos, a professora não esconde o desejo de voltar a lecionar como antigamente. "Queria voltar a ensinar. Sinto muita falta. A profissão de professor é apaixonante".
As sessões de fisioterapia durante um ano e seis meses, além dos remédios, não foram suficientes para curar a doença. Uma intervenção cirúrgica foi descartada pelos médicos. "Não tem jeito. Hoje em dia, se eu falar muito ao telefone, por exemplo, a garganta dói. Tenho que me conformar", lamenta Zuleide.
Além do problema fonoaudiólogo, ambas professoras dividem uma tristeza. Há alguns meses, uma professora da mesma escola cometeu suicídio. Antes disso, a docente passou pelo mesmo problema que aflige centenas de professores: a rouquidão. "Ela ficou do mesmo jeito que fiquei. Ficou rouca e perdeu a voz por alguns dias. Porém, o caso dela foi mais grave", diz Joana. "O fato de ficar afônica, desencadeou um processo de depressão nela. Infelizmente, acabou desse gente", lamenta Zuleide.
Em maio passado, a professora Maria das Dores, 51 anos, se submeteu a uma cirurgia no joelho esquerdo. A artrose de terceiro grau a incomodava há algum tempo. Desde que foi operada, ela se afastou das atividades que desempenhava na Subcoordenadoria de Ensino Médio da SEEC.
Na tarde da última sexta-feira, Maria das Dores era uma das pessoas que estava na sede do Instituto de Previdência do Rio Grande do Norte (Ipern), onde funciona a Junta Médica do Estado, para dar entrada no pedido de readaptação de função. "Nos últimos quatro meses, fiquei afastada da função. Só agora estou tendo condições de voltar ao trabalho", explica.
Bate-papo
A professora de Português Amanda Gurgel ganhou notoriedade quando, num vídeo, gravado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, reclamava sobre a situação atual dos professores potiguares. O vídeo, divulgado na internet, foi visto por milhares de pessoas e Amanda foi convidada para participar de programas nacionais de televisão.
À época, a professora não estava ensinando. Devido a um problema de saúde que ela prefere não revelar qual era, ficou um ano longe das salas de aula. No período de readaptação, trabalhou na biblioteca da Escola Estadual Myriam Coeli. De volta às salas de aula desde julho, quando foi encerrada a maior greve da categoria no estado, Amanda Gurgel retomou sua rotina. Na última quinta-feira, ela concedeu entrevista a TRIBUNA DO NORTE antes de participar de uma reunião com representantes do movimento intitulado "10% do PIB já", que pede o repasse da porcentagem do Produto Interno Bruto para a educação.
Quanto tempo passou no período de readaptação?
Foi pouco mais de um ano.
Qual foi seu problema de saúde?
Prefiro não falar. Não é interessante citar.
Por quê?
Porque não quero que esse problema seja visto só como se fosse meu problema. Isso é um problema de todos os professores do estado, dos municípios. Nossa categoria é doente. O problema é generalizado. O meu exemplo só ilustra a realidade.
Porque os professores adoecem tanto?
São vários fatores. Tem a tripla jornada de trabalho, a sobrecarga de trabalho é muito grande. Além disso, somos humilhados, trabalhamos em condições humilhantes. Isso gera um sentimento de raiva, de decepção em todos os professores. Quero deixar claro que não queremos ser tratados como "coitadinhos", mas é preciso melhorar essa situação.
E como foi o tempo de readaptação?
Fiquei um tempo no laboratório de informática e outro na biblioteca. Engraçado que, no meu parecer, dizia que eu tinha que ficar num ambiente sem estresse. Isso é impossível dentro de uma escola, dentro desse modelo de educação que temos.
Crescem problemas psiquiátricos
Os servidores do Governo do Estado podem se afastar do trabalho, por motivos de saúde, num período de até 15 dias. Para tanto, basta apresentar um atestado médico. Se a quantidade de dias longe do trabalho superar uma quinzena, o servidor deve procurar o setor de Avaliação Médico Pericial e Reabilitação do Ipern (Junta Médica do Estado) para se submeter a uma perícia médica. O exame, realizado por um médico perito, define se o pedido do servidor será concedido. De acordo com a coordenadora do setor, médica Isís Critina Solto, o resultado do exame sai em menos de 72 horas. "Geralmente entregamos no mesmo dia, mas em alguns casos, pede-se exames complementares que podem demorar a sair. De forma geral, o processo é rápido", explica.
No RN, existem quatro unidades da Junta Médica e um total de 26 médicos peritos. Eles são responsáveis por absorver uma demanda de 70 pedidos por dia de afastamento e outros benefícios em todo estado. Até 2005, a média de atendimentos era maior. Isís Solto explica que o atestado médico era válido somente por três dias. A norma mudou em 2006 com a promulgação de um decreto estadual. "Antes disso, eram cerca de 100 solicitações por dia", diz.
Nos últimos quatro anos, segundo a médica, o número de casos de servidores alegando problemas psiquiátricos cresceu bastante. As cardiopatias e problemas reumáticos também aparecem na lista de doenças mais comuns. Além das licenças médicas, a Junta Médica é responsável por expedir documentos necessários nos casos de aposentadoria por invalidez. Segundo o órgão, há uma média de 66 aposentados por ano devido à motivos de saúde. Nesse caso, as doenças oncológicas (cânceres) lideram a lista de enfermidades responsáveis pela aposentadoria precoce dos servidores.
A coordenadora da Junta Médica acredita que a estrutura da instituição, bem como o número de servidores existente, é satisfatório. Porém, ressalta que a situação no interior do estado está "em sua capacidade máxima". Uma outra questão preocupa a médica: a segurança dos peritos. Segundo Isís, existem muitos casos de assédio moral e ameaças feitas por servidores descontentes com o resultado de algumas perícias. "Pouca gente sabe dessas ameaças porque não divulgamos, mas eu mesma já fui ameaçada e me perseguiram na rua", diz.
No hall de entrada da unidade da Junta Médica em Natal, o aviso pregado na parede chama atenção: "Desacato - Art. 331. Desacatar funcionário público no exercício de sua função ou em razão dela: detenção de 6 meses a 2 anos, ou multa". Ao lado deste, um outro aviso: "É terminantemente proibido a entrada de pessoas portando arma no interior da Junta Médica". Apesar dos avisos e da presença de um policial militar no local, as ameaças não cessam. "Essa semana mesmo tivemos casos de pessoas revoltadas com o resultado da perícia que nos ameaçaram. Outra vez, entrou um cidadão armado. Na hora da consulta, ele levantou a camisa e mostrou a arma e insinuou que poderia usá-la", diz Isís.
O Ministério Público já foi avisado sobre a situação e inquéritos policiais foram instaurados. Apesar do risco, a médica afirma que não deixará de fazer o trabalho como deve ser feito. "O perito precisa ser imparcial e obedecer o que diz o Código Civil, Penal e a Ética Médica".
Secretaria não tem projeto para saúde dos professores
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte/RN) reclamam que a SEEC não dispõe de nenhum projeto voltado para a saúde dos professores. Segundo o coordenador geral do órgão, José Teixeira, foi feito um pedido ao Governo do Estado nesse sentido. "O sindicato propõe uma ação diferenciada para a categoria. Não queremos ser tratados como cidadãos especiais, mas é preciso que haja uma atenção para os professores", alega.
Em São Paulo, no ano passado, a secretaria estadual de Educação criou um programa especial que conta com equipes de médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros que atendem os professores daquele estado. O programa foi criado devido ao número de faltas dos docentes. Segundo informações, uma média de 12,8% dos professores faltavam todos os dias. "A gente precisa de um programa parecido como esse. O professor precisa se ausentar da sala de aula para poder cuidar da saúde. Seria interessante se houvesse uma equipe assim durante as férias. Assim não atrapalharia o calendário escolar", diz José Teixeira.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou a SEEC para comentar sobre o assunto, porém, o telefone do departamento pessoal só chamava e na assessoria de imprensa ninguém sabia dar informações sobre o assunto.
"Não temos nada disso aqui. Quando o professor pede uma licença, ainda é tratado como vagabundo. Fica a suspeita de que ele realmente precisa dessa licença. É um absurdo", diz a professora Amanda Gurgel.
A coordenadora da Junta Médica do Estado, Isís Solto, rebate as acusações mas deixa dúvidas quanto à possível influência de outros gestores no órgão. "O médico perito precisa ser isento. Não sei lhe dizer se um dia já existiu ligação ou solicitação de algum secretário pedindo algo desse tipo", diz.
Fonte:tribunadonorte.com.br
Junta médica do Estado atende diariamente 70 servidores que busca licença por problemas de saúdeRoberto Lucena - Repórter
Segundo dados da Junta Médica do Estado, os professores constituem a classe que mais pede licenças médicas e afastamento temporário do trabalho. É o caso das professoras Joana Darc de Oliveira, Zuleide Andrade e Maria das Dores. As doenças de ordem fonoaudiológica, como rouquidão, são os mais comuns entre o corpo docente estadual e afetam Joana Darc e Zuleide.
Mas a depressão e problemas de articulações também assustam esses profissionais. Maria das Dores está há quatro meses afastada do trabalho por causa de uma artrose no joelho. Mais de 600 professores estão, nesse momento, fora da sala de aula. Enquanto não podem ministrar aulas, os profissionais são encaminhados para outros setores das escolas - bibliotecas, salas de vídeo, por exemplo - através de um procedimento conhecido como "estado de readaptação". Após um período que pode variar de 90 a 730 dias, o professor retorna à sala. Mas há casos, como o de Zuleide, que esse período pode durar 8 anos.
Licenciados passam por readaptação
"Não sei o que será da minha vida se um dia eu for obrigada a dar aula novamente. Não quero voltar para dentro de uma sala de aula". É com essa frase, e demonstrando certa aspereza, que a professora Joana Darc de Oliveira, 44 anos, responde quando questionada se deseja retornar a lecionar a disciplina de Ciências na Escola Estadual Myriam Coeli. Há dois anos, a professora ocupa um cargo na secretaria da escola por não ter mais condições físicas para "enfrentar os alunos". Um nódulo na garganta é o responsável pelo chamado "estado de readaptação" da professora. Joana Darc é um exemplo dos 663 professores da rede estadual de ensino que se encontram na mesma situação.
A Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (SEEC) lidera o ranking dos órgãos que enviam servidores para a Junta Médica do Estado em busca de permissão para se afastar do serviço por motivos de saúde. As secretaria de Saúde e Segurança Pública vêm em seguida. "É natural que isso ocorra porque a Educação é a maior secretaria e a que possui o maior número de servidores", explica a coordenadora de administração de pessoal e recursos humanos da SEEC, Ivonete Bezerra.
Indiferente aos números, a professora Joana Darc conta que seu drama começou em 2008, quando, em plena sala de aula, ela ficou completamente afônica e perdeu o controle dos alunos. "O problema já vinha acontecendo. Todos os dias ficava rouca e era difícil manter os alunos atentos. Até que um dia minhas cordas vocais não responderam mais e fiquei muda, sem voz nenhuma", relembra. Os médicos detectaram um nódulo na garganta de Joana e recomendaram o afastamento imediato da função. "Entrei com o pedido na Junta Médica e me deram dois anos de adaptação", explica. O desejo da professora é que esse período seja prolongado o máximo possível. "Não quero voltar para sala", enfatiza. Atualmente, ela toma remédios e faz sessões de fisioterapia para combater a doença.
O problema de Joana é o mesmo enfrentado pela professora Zuleide Andrade, 55 anos. Há quase três décadas, Zuleide dedica-se ao ofício do magistério. Os anos de trabalho dentro de sala de aula foram interrompidos em 2000, quando a voz da professora começou a enfraquecer e a rouquidão aparecia ao fim das oito horas dentro da sala de aula. O calo nas cordas vocais foi diagnosticado e a profissional teve que escolher entre cuidar da saúde ou continuar exercendo a profissão que, até hoje, segundo ela, é apaixonante. "Não queria deixar de ensinar. Amo o que faço, mas foi o jeito deixar a sala de aula. Se não parasse, iria perder a voz para sempre", diz.
O desejo de continuar ensinando é o que a motiva a sair todos os dias de casa para coordenar as atividades na "Sala de Vídeo" da escola Myriam Coeli. Todas as manhãs, Zuleide escolhe vídeos educativos e monitora o aprendizado das turmas do 6º ao 9º ano. "Aqui não é a mesma coisa da sala de aula, mas estou feliz. O que não quero é ficar em casa. Não me vejo nessa situação. Preciso da escola para continuar vivendo", explica. Em "estado de readaptação" há oito anos, a professora não esconde o desejo de voltar a lecionar como antigamente. "Queria voltar a ensinar. Sinto muita falta. A profissão de professor é apaixonante".
As sessões de fisioterapia durante um ano e seis meses, além dos remédios, não foram suficientes para curar a doença. Uma intervenção cirúrgica foi descartada pelos médicos. "Não tem jeito. Hoje em dia, se eu falar muito ao telefone, por exemplo, a garganta dói. Tenho que me conformar", lamenta Zuleide.
Além do problema fonoaudiólogo, ambas professoras dividem uma tristeza. Há alguns meses, uma professora da mesma escola cometeu suicídio. Antes disso, a docente passou pelo mesmo problema que aflige centenas de professores: a rouquidão. "Ela ficou do mesmo jeito que fiquei. Ficou rouca e perdeu a voz por alguns dias. Porém, o caso dela foi mais grave", diz Joana. "O fato de ficar afônica, desencadeou um processo de depressão nela. Infelizmente, acabou desse gente", lamenta Zuleide.
Em maio passado, a professora Maria das Dores, 51 anos, se submeteu a uma cirurgia no joelho esquerdo. A artrose de terceiro grau a incomodava há algum tempo. Desde que foi operada, ela se afastou das atividades que desempenhava na Subcoordenadoria de Ensino Médio da SEEC.
Na tarde da última sexta-feira, Maria das Dores era uma das pessoas que estava na sede do Instituto de Previdência do Rio Grande do Norte (Ipern), onde funciona a Junta Médica do Estado, para dar entrada no pedido de readaptação de função. "Nos últimos quatro meses, fiquei afastada da função. Só agora estou tendo condições de voltar ao trabalho", explica.
Bate-papo
A professora de Português Amanda Gurgel ganhou notoriedade quando, num vídeo, gravado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, reclamava sobre a situação atual dos professores potiguares. O vídeo, divulgado na internet, foi visto por milhares de pessoas e Amanda foi convidada para participar de programas nacionais de televisão.
À época, a professora não estava ensinando. Devido a um problema de saúde que ela prefere não revelar qual era, ficou um ano longe das salas de aula. No período de readaptação, trabalhou na biblioteca da Escola Estadual Myriam Coeli. De volta às salas de aula desde julho, quando foi encerrada a maior greve da categoria no estado, Amanda Gurgel retomou sua rotina. Na última quinta-feira, ela concedeu entrevista a TRIBUNA DO NORTE antes de participar de uma reunião com representantes do movimento intitulado "10% do PIB já", que pede o repasse da porcentagem do Produto Interno Bruto para a educação.
Quanto tempo passou no período de readaptação?
Foi pouco mais de um ano.
Qual foi seu problema de saúde?
Prefiro não falar. Não é interessante citar.
Por quê?
Porque não quero que esse problema seja visto só como se fosse meu problema. Isso é um problema de todos os professores do estado, dos municípios. Nossa categoria é doente. O problema é generalizado. O meu exemplo só ilustra a realidade.
Porque os professores adoecem tanto?
São vários fatores. Tem a tripla jornada de trabalho, a sobrecarga de trabalho é muito grande. Além disso, somos humilhados, trabalhamos em condições humilhantes. Isso gera um sentimento de raiva, de decepção em todos os professores. Quero deixar claro que não queremos ser tratados como "coitadinhos", mas é preciso melhorar essa situação.
E como foi o tempo de readaptação?
Fiquei um tempo no laboratório de informática e outro na biblioteca. Engraçado que, no meu parecer, dizia que eu tinha que ficar num ambiente sem estresse. Isso é impossível dentro de uma escola, dentro desse modelo de educação que temos.
Crescem problemas psiquiátricos
Os servidores do Governo do Estado podem se afastar do trabalho, por motivos de saúde, num período de até 15 dias. Para tanto, basta apresentar um atestado médico. Se a quantidade de dias longe do trabalho superar uma quinzena, o servidor deve procurar o setor de Avaliação Médico Pericial e Reabilitação do Ipern (Junta Médica do Estado) para se submeter a uma perícia médica. O exame, realizado por um médico perito, define se o pedido do servidor será concedido. De acordo com a coordenadora do setor, médica Isís Critina Solto, o resultado do exame sai em menos de 72 horas. "Geralmente entregamos no mesmo dia, mas em alguns casos, pede-se exames complementares que podem demorar a sair. De forma geral, o processo é rápido", explica.
No RN, existem quatro unidades da Junta Médica e um total de 26 médicos peritos. Eles são responsáveis por absorver uma demanda de 70 pedidos por dia de afastamento e outros benefícios em todo estado. Até 2005, a média de atendimentos era maior. Isís Solto explica que o atestado médico era válido somente por três dias. A norma mudou em 2006 com a promulgação de um decreto estadual. "Antes disso, eram cerca de 100 solicitações por dia", diz.
Nos últimos quatro anos, segundo a médica, o número de casos de servidores alegando problemas psiquiátricos cresceu bastante. As cardiopatias e problemas reumáticos também aparecem na lista de doenças mais comuns. Além das licenças médicas, a Junta Médica é responsável por expedir documentos necessários nos casos de aposentadoria por invalidez. Segundo o órgão, há uma média de 66 aposentados por ano devido à motivos de saúde. Nesse caso, as doenças oncológicas (cânceres) lideram a lista de enfermidades responsáveis pela aposentadoria precoce dos servidores.
A coordenadora da Junta Médica acredita que a estrutura da instituição, bem como o número de servidores existente, é satisfatório. Porém, ressalta que a situação no interior do estado está "em sua capacidade máxima". Uma outra questão preocupa a médica: a segurança dos peritos. Segundo Isís, existem muitos casos de assédio moral e ameaças feitas por servidores descontentes com o resultado de algumas perícias. "Pouca gente sabe dessas ameaças porque não divulgamos, mas eu mesma já fui ameaçada e me perseguiram na rua", diz.
No hall de entrada da unidade da Junta Médica em Natal, o aviso pregado na parede chama atenção: "Desacato - Art. 331. Desacatar funcionário público no exercício de sua função ou em razão dela: detenção de 6 meses a 2 anos, ou multa". Ao lado deste, um outro aviso: "É terminantemente proibido a entrada de pessoas portando arma no interior da Junta Médica". Apesar dos avisos e da presença de um policial militar no local, as ameaças não cessam. "Essa semana mesmo tivemos casos de pessoas revoltadas com o resultado da perícia que nos ameaçaram. Outra vez, entrou um cidadão armado. Na hora da consulta, ele levantou a camisa e mostrou a arma e insinuou que poderia usá-la", diz Isís.
O Ministério Público já foi avisado sobre a situação e inquéritos policiais foram instaurados. Apesar do risco, a médica afirma que não deixará de fazer o trabalho como deve ser feito. "O perito precisa ser imparcial e obedecer o que diz o Código Civil, Penal e a Ética Médica".
Secretaria não tem projeto para saúde dos professores
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte/RN) reclamam que a SEEC não dispõe de nenhum projeto voltado para a saúde dos professores. Segundo o coordenador geral do órgão, José Teixeira, foi feito um pedido ao Governo do Estado nesse sentido. "O sindicato propõe uma ação diferenciada para a categoria. Não queremos ser tratados como cidadãos especiais, mas é preciso que haja uma atenção para os professores", alega.
Em São Paulo, no ano passado, a secretaria estadual de Educação criou um programa especial que conta com equipes de médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros que atendem os professores daquele estado. O programa foi criado devido ao número de faltas dos docentes. Segundo informações, uma média de 12,8% dos professores faltavam todos os dias. "A gente precisa de um programa parecido como esse. O professor precisa se ausentar da sala de aula para poder cuidar da saúde. Seria interessante se houvesse uma equipe assim durante as férias. Assim não atrapalharia o calendário escolar", diz José Teixeira.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou a SEEC para comentar sobre o assunto, porém, o telefone do departamento pessoal só chamava e na assessoria de imprensa ninguém sabia dar informações sobre o assunto.
"Não temos nada disso aqui. Quando o professor pede uma licença, ainda é tratado como vagabundo. Fica a suspeita de que ele realmente precisa dessa licença. É um absurdo", diz a professora Amanda Gurgel.
A coordenadora da Junta Médica do Estado, Isís Solto, rebate as acusações mas deixa dúvidas quanto à possível influência de outros gestores no órgão. "O médico perito precisa ser isento. Não sei lhe dizer se um dia já existiu ligação ou solicitação de algum secretário pedindo algo desse tipo", diz.
Fonte:tribunadonorte.com.br
sábado, 17 de setembro de 2011
Caatinga - O ecossistema do sertão nordestino





Luiz Carlos Parejo*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
A caatinga é um ecossistema único, encontrado no sertão nordestino. É formada por árvores de pequeno porte e espaçadas. Essas plantas são chamadas de xerófilas (palavra de origem grega "xero", seco e "philo", amigo).
São adaptadas às condições do clima semi-árido, que predomina no sertão nordestino e apresenta médias de temperatura acima dos 25ºC. Chove muito pouco, de forma irregular, em geral nos meses de verão.
A palavra caatinga, é indígena, de origem tupi, e quer dizer "mata branca", "mata rala" ou "mata espinhenta". Recebeu esse nome dos índios que habitavam a região porque durante o período de seca a vegetação fica esbranquiçada, quase sem folhas.
Plantas que dão água
As árvores que caracterizam a caatinga possuem folhas pequenas, cobertas com um tipo de cera. Muitas dessas plantas apresentam espinhos. Suas raízes são profundas, para que elas encontrem na terra a umidade necessária para viver. Plantas típicas dessa vegetação são o cacto, a palma, o xiquexique, o mandacaru, a aroeira, o umbuzeiro, o juazeiro e o caroá.
Muitas das plantas da caatinga têm capacidade de reter água no caule e nas folhas, o que acaba servindo para matar a sede de pessoas e animais quando a seca se prolonga muito.
A caatinga não é encontrada em todo o sertão. Existem áreas em que a umidade é maior ou as chuvas são mais regulares. Esses locais, chamados brejos, possuem uma vegetação mais diversificada e estão localizadas normalmente no sopé de serras e chapadas, onde chove mais.
A área da caatinga era menor do que hoje em dia. Havia florestas de transição que foram devastadas. Como a região semi-árida apresenta solos frágeis, arenosos e salgados, a recomposição das matas não foi possível. Sobreviveram apenas as espécies mais resistentes a essas condições.
Por que não chove no Nordeste?
A caatinga está incluída numa região que sofre constantemente com secas. Estas chegam a durar anos, existem áreas do sertão que já ficaram sem chuva por mais de três anos.
Essa porção territorial é conhecida como Polígono das Secas. A falta de chuvas é explicada pela perda de umidade das massas de ar que entram pelo sul. Os ventos também chegam quase sempre secos. Isso acontece porque eles perdem a umidade na porção leste do planalto da Borborema. Mais: isso explica a falta de chuvas significativas nessa área.
Quem vive na caatinga
A sobrevivência do ser humano na caatinga não é impossível: é o semi-árido mais ocupado do mundo. Mas é bastante difícil, por causa das secas prolongadas.
Os animais típicos dessa área são os mocós, gatos-maracajás, o calango, a cascavel, o carcará e a asa-branca.
Fonte:educacao.uol.com.br
Governo deixou erradicação do analfabetismo de lado
São Paulo - Com quase 14 milhões de brasileiros sem saber ler nem escrever um bilhete simples, a presidente Dilma Rousseff deixou de lado o compromisso de campanha de erradicar o analfabetismo no País. O objetivo não aparece no Brasil Maior, o plano plurianual com as metas detalhadas do governo até 2015, recentemente enviado pelo governo ao Congresso.
Onze meses após a presidente ter assumido o compromisso em um debate na televisão, a erradicação do analfabetismo saiu de cena. Em seu lugar, o governo se compromete agora a "reduzir a taxa de analfabetismo, especialmente entre as mulheres, a população do campo e afrodescendentes".
O problema não é com a palavra erradicação, que se repete com frequência nos documentos do "Brasil Maior". O plano plurianual fala em erradicar a extrema pobreza, prioridade do governo, e também se compromete com a erradicação do trabalho infantil, do trabalho escravo, do sub-registro de nascimento, de pragas vegetais, doenças animais, da mosca da carambola e até de casos de escalpelamento.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que o compromisso do governo, fixado no Plano Nacional de Educação (PNE), é erradicar o analfabetismo até 2020. "É uma tarefa árdua", calcula o ministro, com base nos resultados obtidos até aqui de lenta redução do analfabetismo.
À reportagem, ele alegou que não se lembrava de ter ouvido Dilma assumir compromisso com o fim do problema, que ainda atinge quase 10% da população de jovens e adultos no País.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Onze meses após a presidente ter assumido o compromisso em um debate na televisão, a erradicação do analfabetismo saiu de cena. Em seu lugar, o governo se compromete agora a "reduzir a taxa de analfabetismo, especialmente entre as mulheres, a população do campo e afrodescendentes".
O problema não é com a palavra erradicação, que se repete com frequência nos documentos do "Brasil Maior". O plano plurianual fala em erradicar a extrema pobreza, prioridade do governo, e também se compromete com a erradicação do trabalho infantil, do trabalho escravo, do sub-registro de nascimento, de pragas vegetais, doenças animais, da mosca da carambola e até de casos de escalpelamento.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que o compromisso do governo, fixado no Plano Nacional de Educação (PNE), é erradicar o analfabetismo até 2020. "É uma tarefa árdua", calcula o ministro, com base nos resultados obtidos até aqui de lenta redução do analfabetismo.
À reportagem, ele alegou que não se lembrava de ter ouvido Dilma assumir compromisso com o fim do problema, que ainda atinge quase 10% da população de jovens e adultos no País.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Frota de ônibus volta a circular normalmente em Natal neste sábado
Fred Carvalho - Editor
A frota de ônibus circula normalmente na manhã deste sábado (17) em Natal. Os motoristas e cobradores, em comum acordo com os donos de empresas, haviam retirado os ônibus de circulação na noite desta sexta-feira (16) após uma série de ataques aos veículos.
"Estava preocupada se iria conseguir ir ao meu trabalho hoje. Mas já soube que os ônibus estão rodando normalmente. Tomara que as coisas continuem assim", falou a comerciária Edneide Soares.
Os motoristas e cobradores dos ônibus de Natal decidiram suspender a circulação dos ônibus por volta das 20h desta sexta. O estopim para a decisão dos trabalhadores foi mais um incêndio em ônibus na capital potiguar, dessa vez, na avenida Tomaz Landim.
Em entrevista ao portal TN Online à noite, o presidente do Sindicato dos Profissionais dos Transportes do Rio Grande do Norte (Sintro), Nastagnan Batista, disse que motoristas e cobradores estavam preocupados com a onda de ataques aos transportes públicos de Natal e região metropolitana nesta sexta-feira. Apesar das garantias dadas pela Secretaria de Segurança, os ataques voltaram a ocorrer. A zona Norte de Natal teve o terceiro ônibus incendiado.
Fonte:tribunadonorte.com.br
A frota de ônibus circula normalmente na manhã deste sábado (17) em Natal. Os motoristas e cobradores, em comum acordo com os donos de empresas, haviam retirado os ônibus de circulação na noite desta sexta-feira (16) após uma série de ataques aos veículos.
"Estava preocupada se iria conseguir ir ao meu trabalho hoje. Mas já soube que os ônibus estão rodando normalmente. Tomara que as coisas continuem assim", falou a comerciária Edneide Soares.
Os motoristas e cobradores dos ônibus de Natal decidiram suspender a circulação dos ônibus por volta das 20h desta sexta. O estopim para a decisão dos trabalhadores foi mais um incêndio em ônibus na capital potiguar, dessa vez, na avenida Tomaz Landim.
Em entrevista ao portal TN Online à noite, o presidente do Sindicato dos Profissionais dos Transportes do Rio Grande do Norte (Sintro), Nastagnan Batista, disse que motoristas e cobradores estavam preocupados com a onda de ataques aos transportes públicos de Natal e região metropolitana nesta sexta-feira. Apesar das garantias dadas pela Secretaria de Segurança, os ataques voltaram a ocorrer. A zona Norte de Natal teve o terceiro ônibus incendiado.
Fonte:tribunadonorte.com.br
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