domingo, 24 de julho de 2011

"Decidi ser gari porque o salário é melhor do que o de professor "



Além do uniforme bastante característico, os garis que fazem a varrição das ruas usam pá e vassoura e um carrinho coletor com vários sacos para guardar o lixo. Na cabeça, boné para se proteger do sol. O protetor solar e as luvas fornecidas pela Urbana também fazem parte dos itens obrigatórios. Os homens são maioria nesse universo. Mas há espaço para o chamado "sexo frágil". Na Urbana, são cerca de 50 mulheres que saem de suas casas, todos os dias, para limpar as ruas de Natal. Em meio à sujeira e o esforço físico, elas não esquecem a vaidade. O batom e as bijuterias, para essas profissionais, também são indispensáveis.

As mulheres fazem parte da turma de varrição nas zonas Norte e Leste. Os motivos que levaram elas a escolherem essa profissão são vários: desemprego, estabilidade do funcionalismo público e até mesmo vontade de servir à população. A escolaridade desse gênero é mais alta. É o caso de Francimar Matias, 39 anos. Formada em Pedagogia, ela largar tudo e decidiu, em 2005, fazer o concurso público oferecido pela Urbana. Disputou uma das 100 vagas para auxiliar de serviços correlatos, passou na 78º colocação e foi convocada em 2007.

A ex-professora dava aulas em uma escola privada e ganhava um salário mínimo ao final do mês. "Trabalhava muito e achava que pagavam pouco. Decidi ser gari porque o salário é melhor do que o de professor. Hoje sou feliz com o que faço", diz. Casada e mãe de três filhos, Francimar valoriza sua nova profissão, mas conta que algumas pessoas ainda desrespeitam os garis. "Acho super importante o que estou fazendo. Não me envergonho de varrer a rua, pelo contrário, sinto orgulho. Infelizmente, existem alguns que nos menosprezam, mas são poucos".

Fonte: tribunadonorte.com.br

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